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É isto aí. Os boatos da semana passada eram de fato verdadeiros. A Adobe lançou a pouco o Lightroom 2. As novidades já são em parte conhecidas, senão vejamos:

* Brush de ajuste local

* Graduated filter: um ajuste que simula a aplicação de um neutral density filter (filtro ND).

* Maiores opções de ajustes locais via Exposure, Brightness, Contrast, Saturation, Sharpness, Clarity e color toning tanto para o brush quanto para o gradient adjustment tool

* Integração com o Photoshop: abrir como PSD, abrir como Smart Object, abrir múltiplos arquivos como Layers, Merge to Panorama, Merge to HDR

* Export de imagens com aplicação de sharpening adaptativo (via módulo Print)

* Print to JPEG com opção de selecionar o profile ICC

* Templates de impressão

* Suporte a múltiplos monitores

* Smart collections

* Suporte a 64 bits

Entre outras funcionalidades menores ou secundárias que foram acrescidas e melhoradas.

Acompanhando o lançamento do Lightroom, a Adobe também publicou atualização para o ACR – Camera RAW – que agora segue na versão 4.5 (WinMac). Notem que esta será a primeira vez em que o ACR ficará devendo para o Lightroom pois as novas funcionalidades de ajuste local deste último não estão presentes no ACR.

O Lightroom 2 beta trouxe a possibilidade de se abrir o RAW como um Smart Object diretamente no Photoshop. Porém, há perigos em se usar esta versão beta. Como alternativa podemos proceder da seguinte forma com o Lightroom 1.4:

1) Utilize o Lightroom para fazer todos os ajustes no RAW que julgar necessário.

2) Abra o Photoshop, vá ao menu File -> Open as smart object e selecione o RAW em questão.

3) O RAW será aberto no ACR. Note, porém, que todos os ajustes implementados no Lightroom estarão visíveis e preservados.

4) No ACR, clique em OK. A imagem será apresentada em um Layer. Clique com o botão direito sobre o Layer e selecione Edit Contents para voltar a editar o RAW assim incorporado ao PSD.

Note que este é apenas uma das diversas formas de abrir e manipular um RAW como smart object. Pode realizar a mesma operação de formas variadas, a partir do Bridge, no ACR e mesmo dentro de um PSD já existente.

O layer com um smart object permite diversos ajustes mas nem todos. Por conter uma referência para o RAW, ao invés de apontar diretamente para seus pixels, não conseguirá usar qualquer ferramenta ou recurso do PS que altere diretamente o conteúdo do smart object: filtros, pincel, dodge, burn, etc. Para conseguí-lo, mantendo as possibilidade de voltar a editar o RAW, teria que renderizar o smart object e usar apenas técnicas de edição não destrutivas, perfeitamente possíveis mas que requerem a incorporação desta cultura de editar sem destruir.

Todos se lembram do fiasco que foi o Lightroom 1.4 e o ACR 4.4. No dia seguinte ao lançamento, foram removidos do site da Adobe por conta de bugs um tanto graves.

Em seguida a Adobe bem que tentou agradar com o Lightroom 2.0 beta. Mas o tiro, ao final das contas, foi pra culatra. É tão beta, tão cheio de bugs e com a possibilidade declarada de não oferecer compatibilidade nenhuma com a versão final, que tornou-se inutilizável.

A Adobe agora tenta corrigir-se trazendo uma nova atualização. O Lightroom 1.4.1 (Win e Mac) e o Adobe ACR 4.4.1 (Win e Mac) trazem as pequenas inovações apresentadas na versão anterior e corrige seus bugs.

Não é verdade que o Lightroom 2 Beta tenha suporte a HDR e panoramas. O que de fato ocorreu foi uma maior integração com o Photoshop CS3 (sim, só com o CS3):

1) Na versão 1.3, ao abrir um arquivo no Photoshop, o Lightroom gerava e gravava um PSD em disco. Com a versão 2, esta passo não mais ocorre. Agora, o Photoshop é instruído a abrir diretamente o arquivo RAW, com os ajustes gerados pelo Lightroom, convertendo-se numa operação rápida, prática e sem gerar PSDs muitas vezes desnecessários.

2) Opção para abrir o RAW diretamente no Photoshop, como um Smart Object, e sem necessidade de gravação em disco.

3) A geração de HDR, de fato, requer o Photoshop. Na prática, ao selecionar múltiplos arquivos no Lightroom, este oferece a opção de fazer o Merge to HDR diretamente no Photoshop. A facilidade consiste em não mais ser necessário salvar cada arquivo em disco e, posteriormente no Photoshop, selecioná-los para realizar o merge.

4) Ídem as panorâmicas: selecione múltiplos arquivos no Lightroom e abra-os no Photoshop já no Photomerge.

Todavia, ao utilizar qualquer uma destas funcionalidades receberá a mensagem de aviso:

The Camera Raw plugin being used by Photoshop is of an earlier version tha Lightroom. Some

Lightroom adjustments may not be visible in Photoshop until the Camera Raw is updated. Such an update will be provided in the future.

Pois é, a integração entre softwares existe. Pena o Photoshop, via ACR, não ser capaz de reconhecer as novas funcionalidades do Lightroom, notadamente aquelas relacionadas a Localized Corrections (Retouch). Beta tem dessas coisas…

O PhotoAcute chega a versão 2.7 com atualização para novas câmeras e lentes.

A Apple lançou o Aperture 2.1 que oferece um enorme salto e uma tremenda dor de cabeça a concorrência (leia-se Lightroom) com a incorporação de uma arquitetura flexível e aberta de plugins. De cara o Aperture 2.1 já traz o aguardado plugin Dodge&Burn e outros mais podem ser baixados em http://www.aperturepluggedin.com/. Mas o melhor mesmo está por vir. Diversas empresas já estão desenvolvendo plugins compatíveis com a nova arquitetura do Aperture 2.1: Nik Viveza, Noise Ninja, Power Stroke, Dfx, dpMatte e outros mais estarão disponíveis em pouco tempo.

E finalmente, a Adobe lançou o beta do Photoshop Express.