Resultados para " iluminação"

Retratação

* É tolice improvisar difusor de luz com potes de tuperware, margarina ou mesmo construindo um soft-box de papelão. Além de ser uma solução tosca para algo tão barato, a qualidade da luz é horrível. É é mesmo verdade: não faz sentido gastar 20, 30, 50 mil em equipamento fotográfico e economizar alguns poucos reais com acessórios apropriados.

* É perda de tempo improvisar uma sombrinha de fotografia usando um guarda-chuva comum. Não há comparação na praticidade, acabamento e principalmente na qualidade de luz produzida por uma verdadeira sombrinha para fotografia.

* Pode ser divertido seguir as pegadas do Strobist. Porém seus esparsos e muitas vezes confusos ensinamentos estão muito aquém do que você pode aprender em um livro de qualidade, como Light Science & Magic.

* Não dá para trabalhar com fotografia digital tendo um computador tosco. É necessário um processador decente, rápido, como um Core2Duo. Necessário o mínimo de 2 GBs de DDR2, rodando síncrona com o processador e operando em dual buffer. Necessário 500GB ou mesmo 1 TB de HD. Tem que ser rápido como os WD Raptor ou os Seagate 7200.10. Nada menos que isso. E rodando em RAID. Necessário sobretudo um monitor respeitável. E não dá pra ser tosco: um teclado decente, confortável e de fácil digitação. E um mouse de precisão.

Tem mais uma lição que estou aprendendo neste instante: está sendo terrível trabalhar com flash portátil, sem luz modeladora, sem potência adequada, sem acessórios apropriados. Se não me adaptar, partirei para flash de estúdio.

Ô retratação cara…

Como fotógrafos, vivemos fugindo das sombras duras e excessivamente delineadas. Consideramos seus resultados pouco satisfatórios, indesejáveis e até amadorísticos.

Mas as sombras duras e pronunciadas não devem ser desprezadas em fotografia, nem sofrerem tabú e preconceito. Se bem exploradas e trabalhadas, proporcionam trabalhos impressionsantes.

DYIPhotography.net apresenta 8 formas de incluir sombras em suas fotos, complementado por um artigo que discute o que são e aonde encontrá-las.

Strobist também discute o assunto em Hard light e em Long-throw hard light.

Num mundo aonde todos procuram, mediante a suavização da luz, conferir um ar mais “profissional” as suas fotos – e com isto resvalam facilmente no lugar comum aonde todos os gatos não são mais que pardos – trabalhar com luz dura pode fazer a diferença.

“Então você gasta $10.000 em equipamento fotográfico mas não gasta meros $15 com um sto-fen? Não faz sentido!”

OK, é questionável mesmo.

Mas podemos criar difusores de luz melhores que sto-fens e lightspheres. Melhores tanto na praticidade, portabilidade, custo quanto na questão essencial que é o efeito de difusão desejado. E isso é inquestionável.

Então, aqui vai mais uma idéia simples, barata e muito eficiente:

http://www.abetterbouncecard.com/

E-TTL II presta?

Dizem que sim. A Canon principalmente. De tanto falarem no tal, comprei o 580EX. Afinal de contas se é pra ter, vamos ter o melhor.

Decorridas algumas semanas de uso, cheguei a duas importantes conclusões: 1) E-TTL II não tá com nada e 2) sou uma besta por seguir conselho alheio.

Conectar o 580EX no hot-shoe da câmera produz o pior resultado que se pode imaginar. O flash produz uma luz dura denominada “hard-light” e que gera uma sombra também dura e por demais pronunciada. É necessário tornar a luz difusa. Aqui pode-se apontar o flash para o teto, usar um sto-fen ou um rebatedor. Sabendo que em qualquer caso perde-se luz e que o cálculo de luz realizado pelo conjunto flash+câmera vai pro saco, só resta mesmo desencanar de E-TTL e começar a pensar em alternativas e técnicas para preservar a luz e a usar o flash de um modo realmente inteligente, estratégicamente posicionado para proporcionar uma verdadeira boa luz.

Mas antes de partirmos para este caminho, vale ressaltar que os mesmos que antes aconselharam a compra do 580EX, agora aconselham a aquisição do ST-E2. Custa mais ou menos 200 doletas e não presta pra nada fora de um estúdio ou dentro de um raio de distância bem pequeno. Isso porque requer posicionamento correto em relação à câmera e enfrenta problemas sérios de distância. Além disso estou cansado de jogar dinheiro fora. Afinal de contas ele não dá em árvores.

Parti pra agressividade. Comprei um transmissor wireless e dois receptores chineses e baratos. Não são a oitava maravilha do mundo mas fazem exatamente o mesmo que um PocketWizard faz. Com uma diferença apenas: os chineses custam $200 a menos que um PW. Quer dizer que o PocketWizard também não é a oitava maravilha do mundo? Of course my horse!

O que fazer com isso agora? A resposta está no Strobist! Ele apresenta a técnica e os equipamentos necessários. Sobre técnica não tenho muito a falar: o melhor é você ler todo o blog. Sobre o equipamento, vale algumas dicas:

* Sobre o PocketWizard já dei uma alternativa barata e de qualidade: os transmissores chineses.

* Em relação ao cabo PC, vale mais a pena comprar pronto aqui no Brasil mesmo. A Atek, por exemplo, fabrica um cabo PC de 5 metros por R$ 22 e um cabo de 10 metros por R$ 25! Não duvido que na Rua Santa Efigênia (São Paulo/SP) encontre-se cabo ainda mais barato.

* Ainda na Atek você encontra um suporte para flash e sombrinha por R$ 42!

* Tripé (para flash, sombrinha, etc) também encontra por um preço bom na Atek.

* O tal do Ball Bungee você encontra na Rua 25 de Março (São Paulo/SP).

Boas fotos.

softboucer Faça você mesmo: softboxAdoro soluções do tipo “faça você mesmo”. E eis aqui um softbox/big bouncer para um 550EX/420EX mas que pode facilmente ser adaptado para um 580 EX.

A despeito de somente ser possível filosofar em alemão, creio que não encontrará grandes dificuldades em construir este softbox apenas a partir das ilustrações.

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