ACR x DPP

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É óbvio que o Adobe CameraRaw Plugin (ACR) supera o Canon Digital Photo Pro (DPP) em termos de funcionalidade, praticidade e rápidez. Porém nota-se duas faltas do ACR que podem impactar sua utilização. Primeiramente, falta suporte aos Picture Styles, recurso presente nas máquinas Canon e que o DPP suporta corretamente.

A Adobe, através de um colaborador, já se pronunciou sobre o assunto esclarecendo que Picture Styles são proprietários e que a Canon não disponibilizou uma documentação acerca desta funcionalidade. Não pretende, pois, oferecer suporte aos Picture Styles no ACR, nem mesmo se a Canon tornar público suas características. Acaso é bronca?!

Trabalhar primeiramente com o DPP para depois tratar a imagem no Photoshop é algo inviável em termos produtivos. Isto porque o DPP é lento de dar dó. Pesquisando alternativas encontrei o BreezeBrowser. Um programa de conversão de formatos, incluindo o CR2 da Canon, que oferece suporte a Picture Styles sendo aparentemente mais rápido que o DPP. Mas há ainda outros candidatos que merecem uma melhor análise.

Especial atenção a dois programas, bem comentados em fóruns de fotografia: Phase One e Raw Shooter Premium (RSP). Não tive tempo de testar estes caras, mas em breve pretendo fazê-lo, pois criar um ambiente digital adequado é condição indispensável para exercitar a criatividade sem maiores entraves.

Steve Hoffmann publicou em seu site um interessante comparativo entre os diversos e populares programas de conversão. Note que ao final da página, há links para “reviews” de todos os softwares comparados, o que pode ser útil para conhecer melhor as funcionalidades de cada um.

Mas além do problema do Picture Style, tenho a ligeira impressão de que o ACR gera uma imagem sensivelmente pior do que aquela gerada pelo DPP.

Aqui, as imagens convertidas pelo ACR sairam azuladas e, em muitos casos, também opacas e chapadas, ao passo que o DPP preservou melhor a tonalidade e a vivacidade das cores registradas pela máquina. Isso é evidente já no exemplo que dei anteriormente (veja o post “Chegou!”). Todavia, falta estudar melhor este problema e verificar em que medida não se trata meramente de vacilo meu.

Castelo de Canon

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A Canon tem um “clube dos chiques” chamado CPS. Só pode fazer parte quem é assíduo consumidor de Canon. Ou melhor dizendo, quem tem no mínimo 2 corpos profissionais e 3 objetivas “L”. Me pergunto se, a exemplo do Castelo de Caras, não rola um Castelo de Canon para os chiques e nem sempre tão famosos membros deste clube…

Mas enfim, aparte essa viadagem, o CPS tem uma revista on-line que não requer cadastro nem outras frescuras mais para ser lida. Está na 15º edição e apresenta novos produtos, funcionalidades, técnicas variadas, photoshop, portifólios, fotógrafos, etc.

Vale a pena dar uma lida enquanto espera o atendimento no cabelereiro.

softboucer Faça você mesmo: softboxAdoro soluções do tipo “faça você mesmo”. E eis aqui um softbox/big bouncer para um 550EX/420EX mas que pode facilmente ser adaptado para um 580 EX.

A despeito de somente ser possível filosofar em alemão, creio que não encontrará grandes dificuldades em construir este softbox apenas a partir das ilustrações.

E a caixa?!

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canon eos 5d box question E a caixa?!Acabei de voltar das compras. Trouxe comigo uma Canon EOS 5D, um 580EX e um CF de 2 GBs da Sandisk. Faltam ainda 2 objetivas. E E também falta algo muito  importante: as caixas!

Muitos diriam: “As caixas?! Caixa é o de menos!”

Mas creia-me, as caixas são importantes, muito importantes mesmo.

O problema quando compramos equipamento novo é validar se ele realmente é novo. Ou, dito em outras palavras, verificar se não estamos comprando equipamento usado ou remanufaturado.

Enquanto uma câmera usada é relativamente fácil de ser identificada, com máquina remanufaturada a coisa fica mais complicada pois, para todos os efeitos, o equipamento não apresenta sinal algúm de uso ou manipulação, a caixa é nova e encontra-se intacta, o manual nunca foi folheado, enfim, nada indica que ele tenha sido remanufaturado. Mas, há excessões, válidas para a Canon EOS 5D e possivelmente para outras máquinas da Canon:

* Observe a caixa a procura de alguma etiqueta aonde esteja estampado a palavra “USED”. Óbvio demais, né?

* Observe o código de barras presente na caixa. Apresentando um ponto preto seguido da letra “o”, temos um remanufaturado em mãos.

* Observando ainda o código de barras, a presença da inscrição “RE” também indica máquina remanufaturada.

* Compare o número de série inscrito na caixa com o número de série fixado na etiqueta da câmera. Havendo diferenças, temos aí um possível caso de troca anterior de equipamento, troca esta geralmente ocasionada por defeito. Possivelmente o equipamento com defeito agora está sendo repassado a você!

* Verifique por fim a etiqueta de número de série da máquina. A presença de um ponto nesta etiqueta, denuncia tratar-se de máquina remanufaturada.

Entendeu agora porque a caixa é tão importante?

Por tudo isso, controlo mais minha ansiedade e retirarei o equipamento quando tudo estiver aqui, incluindo as caixas!

Você sabia que parte significativa das máquinas digitais já saem de fábrica com defeito? E sabia ainda que com o passar do tempo, esses defeitos vão se tornando cada vez mais presentes?

Trata-se de pixels defeituosos presentes no sensor da máquina e as vezes até no LCD. Estes minúsculos defeitos dividem-se em 3 tipos:

* Dead pixels: pixels que não mais lêem informações e permanecem continuamente desligados. Aparecem nas imagens como pontos pretos.

* Stuck pixels: pixels que permanecem continuamente ligados. Surgem nas imagens como pontos brancos.

* Hot pixels: pixels que apresentam-se como vermelho, laranja ou verde em exposições mais prolongadas. Com o passar do tempo, e na medida em que vão aparecendo em exposições cada vez mais curtas, transformam-se em stuck pixels continuamente ligados.

Pense na 5D e em seus 13 milhões de pixels. 13 milhões! O que é um pixel ou outro defeituoso?! É assim que pensam uns tantos.

Outros não se importam muito: os defeitos podem ser corrigidos nos programas de conversão RAW e no Photoshop.

Mas aparte estas duas turmas, tem um bocado de gente que não se conforma em desembolsar um alto montante para receber uma máquina com defeito. E para estes infortunados, a história pode ter um final infeliz.

Alguns fabricantes estabeleceram limites percentuais de presença de pixels defeituosos antes de considerarem a máquina realmente defeituosa. A Canon, para ficar num exemplo que me interessa diretamente, estabeleceu o limíte de 0.01%. Isso significa que uma EOS 5D, com seus 13 megapixels, só será considerada defeituosa pela Canon se possuir mais de 1300 pixels com defeito.

Brincadeira? Piada de mau gosto? Não, é sério. É pra valer! Menos de 0.01% de pixels defeituosos e não há nem garantia nem conserto de graça. Se você for o proprietário de uma máquina repleta destes pequenos defeitos terá que desembolsar o conserto do próprio bolso. Se lá fora custa cerca de $150, imagine aqui no Brasil…

E o conserto nem parece ser lá grandes coisas. De modo geral, a Canon realiza um remapeamento dos pixes defeituosos de tal modo que pixels adjacentes passem a ser o determinante na cor que deve ser apresentada no lugar do defeito. Troca do sensor somente para casos muitos graves.

Mas o fato é que a maioria convive com estes defeitos sem sequer notá-los pois, de saída, enfrenta a dificuldade em determinar o que é defeito e o que é simples ruído ou imperfeição na leitura.

Uma situação típica em que os pixels defeituosos são mais visíveis e discerníveis, é nas longas exposições. Outra é no aumento do ISO. Ora, ambas as situações são famosas por constituirem-se no Calcanhar de Aquiles das máquinas digitais, região aonde apresentam desempenho insatisfatório, para não dizer ruim, se comparado as máquinas de película. E por insatisfatório comumente nos referimos ao nível de ruído presente. Mas agora cabe uma pergunta: quanto é realmente ruído e quanto é pixel defeituoso?

Para descobrir, pode-se proceder a um minucioso e trabalhoso rastreamento visual a partir de diversas imagens em condições semelhantes ou diferentes. Eliminamos esta solução por motivos óbveis.

Um jeito menos trabalhoso é utilizar o Dead Pixel Test, um pequeno utilitário para PC que analisa fotos e determina o montante de pixels defeituosos presente na máquina de acordo com a exposição aplicada no registro da imagem e um valor inicial de segurança informado pelo usuário. Segue com um pequeno manual que explica como realizar os testes e analisar os resultados.

Boa sorte!