“Então você gasta $10.000 em equipamento fotográfico mas não gasta meros $15 com um sto-fen? Não faz sentido!”
OK, é questionável mesmo.
Mas podemos criar difusores de luz melhores que sto-fens e lightspheres. Melhores tanto na praticidade, portabilidade, custo quanto na questão essencial que é o efeito de difusão desejado. E isso é inquestionável.
Então, aqui vai mais uma idéia simples, barata e muito eficiente:
http://www.abetterbouncecard.com/
Dizem que sim. A Canon principalmente. De tanto falarem no tal, comprei o 580EX. Afinal de contas se é pra ter, vamos ter o melhor.
Decorridas algumas semanas de uso, cheguei a duas importantes conclusões: 1) E-TTL II não tá com nada e 2) sou uma besta por seguir conselho alheio.
Conectar o 580EX no hot-shoe da câmera produz o pior resultado que se pode imaginar. O flash produz uma luz dura denominada “hard-light” e que gera uma sombra também dura e por demais pronunciada. É necessário tornar a luz difusa. Aqui pode-se apontar o flash para o teto, usar um sto-fen ou um rebatedor. Sabendo que em qualquer caso perde-se luz e que o cálculo de luz realizado pelo conjunto flash+câmera vai pro saco, só resta mesmo desencanar de E-TTL e começar a pensar em alternativas e técnicas para preservar a luz e a usar o flash de um modo realmente inteligente, estratégicamente posicionado para proporcionar uma verdadeira boa luz.
Mas antes de partirmos para este caminho, vale ressaltar que os mesmos que antes aconselharam a compra do 580EX, agora aconselham a aquisição do ST-E2. Custa mais ou menos 200 doletas e não presta pra nada fora de um estúdio ou dentro de um raio de distância bem pequeno. Isso porque requer posicionamento correto em relação à câmera e enfrenta problemas sérios de distância. Além disso estou cansado de jogar dinheiro fora. Afinal de contas ele não dá em árvores.
Parti pra agressividade. Comprei um transmissor wireless e dois receptores chineses e baratos. Não são a oitava maravilha do mundo mas fazem exatamente o mesmo que um PocketWizard faz. Com uma diferença apenas: os chineses custam $200 a menos que um PW. Quer dizer que o PocketWizard também não é a oitava maravilha do mundo? Of course my horse!
O que fazer com isso agora? A resposta está no Strobist! Ele apresenta a técnica e os equipamentos necessários. Sobre técnica não tenho muito a falar: o melhor é você ler todo o blog. Sobre o equipamento, vale algumas dicas:
* Sobre o PocketWizard já dei uma alternativa barata e de qualidade: os transmissores chineses.
* Em relação ao cabo PC, vale mais a pena comprar pronto aqui no Brasil mesmo. A Atek, por exemplo, fabrica um cabo PC de 5 metros por R$ 22 e um cabo de 10 metros por R$ 25! Não duvido que na Rua Santa Efigênia (São Paulo/SP) encontre-se cabo ainda mais barato.
* Ainda na Atek você encontra um suporte para flash e sombrinha por R$ 42!
* Tripé (para flash, sombrinha, etc) também encontra por um preço bom na Atek.
* O tal do Ball Bungee você encontra na Rua 25 de Março (São Paulo/SP).
Boas fotos.
A mais recente versão do LightZone, segundo seu criado Fabio Ricciard, promete ser muito mais rápido:
“Opening raw files is now a matter of seconds, for example it takes less then three seconds for a Canon 30D on a Dual Mac G4″
Mais rápido? Talvez. Mas a que custo?!
Lembram-se que, anteriormente, comentei que o LightZone consumiu 300MBs para abrir um ACR? Pois bem, agora ele consome 360 MBs!
Continuo achando que o pequeno devorador de memórias precisa largar as fraldas e que o Fabio Ricciard deve contratar um especialista para fazer a propaganda de seu bebê.
Então você cansou de alimentar seu 580 EX com pilha alcalina e pretende agora comprar um kit de pilhas recarregáveis NiMH mais um carregador?
Não jogue seu dinheiro fora comprando o primeiro kit que ver pela frente! Antes de tudo veja os reviews de pilhas recarregáveis e escolha a que melhor lhe convém.
The Great Battery Shootout é uma extensa análise de diversas marcas e potências de pilhas recarregáveis que foram submetidas a testes de durabilidade e apresentadas em uma tabela ilustrada. Um grande ponto de partida para evitar jogar dinheiro fora.
Lowepro DryZone Rover – A foto ao lado é da mais nova aquisição que realizei. Trata-se de uma mochila de ataque para carga de equipamento fotográfico, apresentando compartimento totalmente à prova d’água, hydrocamel e suporte para tripé.
Pesquisei bastante antes de adquirir esta mochila e confesso que a decisão final não foi difícil. Parti do princípio de que precisava duma mochila com espaço suficiente e adequado para carregar meu equipamento (atual e futuro), tripé, uma malha fina e leve, comida e hydrocamel. Não são requisitos extraordinários. Qualquer um que faça caminhadas um pouco mais pesadas e que leve junto seu equipamento, entenderá perfeitamente bem tratar-se do mínimo a se esperar de uma mochila para equipamentos fotográficos a ser utilizada em trilhas de verdade. A única excessão talvez ocorra no que diz respeito ao hydrocamel, já que nem todos gostam desse acessório. Mas para mim ele é essencial e porisso mesmo entrou na lista de requisítos obrigatórios. O supreendente é que a DryZone Rover é a única mochila a atender todos estes requisitos. E mais: com seu compartimento estanque, garante proteção total ao equipamento mesmo com a mochila mergulhada na água! Isso não significa, porém, que tudo nela é perfeito. Vamos lá!
De modo geral, ela é grande, maior do que aparenta nas fotos. Além disso, devido a presença do compartimento estanque, apresenta maior saliência do que aquela encontrada nas típicas mochilas de ataque usadas para caminhada. O que deve-se considerar aqui é que, de modo geral, quanto menor e menos saliente for a mochila, mais fácil é caminhar com ela. Não, não me refiro ao peso. A mochila pode ser pequena mas suportar e efetivamente carregar um enorme peso. O fato é que mochilas maiores e muito salientes atuam em sentido contrário ao eixo de equilíbrio do corpo, mesmo quando encontram-se devidamente ajustadas. Além do mais, é mais fácil ver uma mochila grande e saliente se enroscar na vegetação e te puxar para o chão num belo dum capote.
Apresenta acabamento muito bom e todos aqueles detalhes típicos de mochilas de boa qualidade, tais como:
* barrigueira com regulagem tanto no lado direito quanto esquerdo, envoltos por um pequeno elástico que permite prender o excesso da tira de regulagem;
* 2 posições para regulagem de altura e distribuição de peso, uma na altura da cintura e outra na altura dos ombros;
* cinta peitoral;
* presilha para a mangueira do hydrocamel, preso a alça frontal;
* zíperes grandes e resistentes;
* alça superior de mão emborrachada;
* nylon grosso e resistente à água. Curiosamente, apresenta um forro interno de material mais leve e liso.
Todavia, falta-lhe ítens importantes:
* não tem apoio de mão frontal, ainda que possua encaixe para apoios que podem ser adquiridos separamentes. É patético pois apoios de mão são essenciais e ridiculamente baratos;
* apresenta apenas 2 pequenos bolsos externos aonde não cabe coisa alguma;
* a despeito de possuir compartimento estanque e de ser fabricada em nylon resistente à água, creio que uma capa de chuva para mochilas também cairia bem.
O bolso superior, ainda que não muito grande, comporta facilmente um punhado de ítens como uma malha fina, comida, repelente e mais alguns outros, nada muito grande é claro.
O hydrocamel é um ponto forte e ao mesmo tempo fraco nesta mochila. De fato, e como mencionei antes, não há no mercado nenhuma outra mochila para equipamentos fotográficos que apresente um hydrocamel. Todavia, o hydro que acompanha a DryZone tem um pouco expressivo: comporta mero 1,5l. Pode ser substitíuido por outro, de maior capacidade tal como um hydrocamel da Deuter, mas que não exceda 2 litros por conta do pequeno suporte para hydrocamel presente na mochila.
O compartimento à prova d’água impressiona. Ainda que flexível, é deveras resistente, fabricado com um nylon muito grosso e resistente, coberto por um tipo de resina plástica/borracha à prova d’água e selado por todos os lados. O ziper também impressiona. Trata-se de um fecho especial, efetivamenta a prova d’agua, tão difícil de abrir e de fechar que, além do uso de força, requer a aplicação de um lubrificante específico que acompanha a mochila.
Interessante notar que o compartimento não é costurado na mochila. Pelo contrário, é afixado a mesma através de um sistema de varetas plásticas, possibilitando sua remoção e utilização tanto “standalone” quanto dentro de outra mochila qualquer (desde que grande). A única desvantagem de removê-lo é o imenso buraco que fica na Dryzone, tornando-a pouco utilizável. Não é compreensível o porque da Lowepro não reverstir o compartimento com nylon comum de modo a permitir removê-lo sem deixar um buraco vazio e inutilizável em seu lugar.
Dentro do compartimento à prova d’água segue uma bolsa, também removível, que apresenta os típicos organizadores de equipamento com velcro nas pontas. A despeito da foto ao lado, comporta 4 objetivas grandes, na linha 70-200/2.8L, mais uma 50mm ou similar. E finalmente o corpo da EOS 5D com a 24-70/2.8L acoplada. Enfim, é espaço mais que suficiente pra carregar toda a “tralha”! Note ainda que apresenta dois pequenos bolsos na parte superior interna que servem para guardar alguns CF’s. Traz ainda algo semelhante a um mini-necessair, feito de pano e plástico, que pode ser utilizado para guardar coisas menores tais como baterias, bombinha de limpeza, etc. Falta um grande bolso interno em que caiba ao menos alguns filtros e baterias. Este bolso poderia ocupar todo o lado interno da tampa da bolsa sem causar transtorno algúm.
O suporte para tripé é fabricado com o mesmo nylon utilizado em toda a mochila e, a despeito de flexível, é suficientemente forte para aguentar um tripé de 1 a 2 kilos, mais uma cabeça de mesmo peso. Apresenta ainda elásticos unidos a presilhas plásticas que garantem maior praticidade aliada a fixação mais segura.
Falando em praticidade, é de se notar todavia que este não é seu ponto forte. Não pense que conseguirá abrir o zíper do compartimento estanque enquanto caminha, mesmo com a mochila pendurada a frente do corpo, como muitos costumam fazer. Como mencionei, o zíper do compartimento à prova d’água é tão difícil de abrir que requer o uso das duas mãos e de um bocado de força. Para se ter uma maior dimensão disso, vale ressaltar que preso ao fecho do zíper segue um grande e resistente puxador, e que as laterais apresentam alças plásticas que servem como contra-apoio, tamanha a força que deve ser aplicada. Além do mais, se estiver carregando um tripé terá um segundo problema pois este fica à frente do compartimento, exigindo a sua remoção prévia para se ter acesso ao compartimento. Trata-se, de fato, de uma mochila que garante a segurança de seu equipamento ao custo de agilidade na hora de sacar sua câmera. Como opção para um manuseio mais rápido e prático, pode-se utilizar o bolso superior para manter a câmera, digamos assim, mais em mãos, reservando o compartimento para os demais equipamentos e, principalmente, para aqueles momentos mais críticos, como os que envolvem travessias de rios e chuvas.
Pontos fortes
* Material muito resistente e de qualidade, superior aos similares nacionais
* Acabamento e costuras impecáveis com atenção aos mínimos detalhes
* Espaço interno suficiente para carregar uma grande quantidade de equipamento
* Compartimento estanque e removível totalmente à prova d’água, incluindo zíper
* Suporte para tripé prático
* Suporte para hydrocamel
* Bolso superior grande o suficiente para carregar muitos outros ítens além do próprio equipamento
Pontos fracos
* Preço: $200 lá fora e R$ 750,00 aqui no Brasil.
* Falta-lhe maior praticidade
* A remoção do compartimento inutiliza a bolsa
* Hydrocamel muito pequeno
* Falta-lhe mais bolsos externos
* Falta apoio de mão
* Falta uma capa de mochila
* Economia com bolsos internos no compartimento de equipamentos