Há uma infinidade de livros como este ao lado. “Devem ser muitos bons pois vendem feito água”. Oferecem a promessa de resolver seus problemas de luz ou ensiná-lo algo sobre iluminação a partir de um amontoado de esquemas de luz.
Este livro é pura enganação. É a quintessencia da engabelação. Assim como é pura engabelação a maioria dos livros de mesmo tipo disponíveis nas livrarias. Obscurecem e tornam inacessível o assunto mais importante em fotografia: iluminação.
Não existe mágica em iluminação. Não existe ensinamento, por mais rudimentar que seja, que possa ser transmitido corretamente através de esquemas de luz. Não existe esquema de luz que possa resolver os problemas encontrados no dia-a-dia de um fotógrafo.
E ainda assim tem gente que jura de pé junto que aprendeu algo sobre iluminação com livros deste tipo…
Existe uns poucos livros de iluminação que prestam. Light, Science & Magic é um deles.
De fato, Light Science & Magic é o melhor livro sobre iluminação que seu dinheiro pode comprar. E é essencialmente o que precisa para resolver dos mais básicos aos mais intrincados problemas de luz.
Na próxima vez que tiver um dinheiro sobrando, compre Light Science & Magic ou beba uma cerveja bem gelada. Só não jogue dinheiro fora com esquemas de luz.
O RSS do fotozine não está funcionando e os últimos posts não foram enviados para ninguém. Já devia saber que isto aconteceria mais cedo ou mais tarde. Afinal de contas, para administrar o feed do fotozine, fiz uso daquela porcaria do FeedBurner, imprestável ferramenta que nunca funcionou direito e que se converteu num verdadeiro empecilho depois da aquisição pelo Google e da migração forçada a que todos os usuários foram submetidos.
De qualquer modo o RSS, a despeito do papel que cumpriu nos últimos anos, nunca foi lá estas coisas em matéria de primor e qualidade. Tanto que vem dando sinais de esgotamento e alguns até já pedem a sua extrema unção. Eu mesmo já enterrei de vez um bocado de feeds RSS que assinava, a favor do mesmo conteúdo transmitido via Twitter, este sim rápido e dinâmico. E só não deixo de usar completamente o RSS porque ainda existem alguns bons sites, que efetivamente merecem visita constante mas que infelizmente, não usam Twitter. Uma pena, porque se continuar assim até mesmo estes bons sites cairão no esquecimento.
O quesito número 1 de uma busca é relevância: todos esperam fazer uma busca e obter resultados satisfatórios já nos primeiros links da página de resultados. É esta relevância, critérios e mecanismos para calculá-la, que efetivamente diferenciam um mecanismo de busca de outro. Veja o caso do Google. Destruiu a concorrência e reina sobre 60% do mercado de busca do mundo graças sobretudo a qualidade de seu algorítimo de cálculo de relevância, denominado PageRank.
A grosso modo, o PageRank conta como um voto o link proveniente do site A para o site B. Quantos mais votos/links o site B receber, tanto maior será seu PageRank e sua relevância nos resultados da busca. Deixando o A e o B de lado e para resumir o assunto, websites que recebem muitos links provenientes de outros websites, possuem maior importância do que aquela sua página pessoal (ou a minha) que ninguém visita ou sequer linka.
Velocidade da relevância ou relevância da velocidade?
Tudo isto é muito bonito e para usar as palavras do Google, “muito democrático”. Até o momento em que chegou esta história de real-time-web: indexar e obter acesso a informação no momento em que ela efetivamente ocorre, ou seja, em tempo real.
O Google se esforça para alcançar esta excelência indexando seguidas vezes os websites mais populares, ou melhor dizendo, websites que apresentam um histórico de elevado PageRank (Times, CNet e afins). Acontece que só indexar os grandes não basta pois a tempos que a Internet deixou de ser um espaço exclusivo para grandes websites. Desde que blog é blog, o conteúdo de boa qualidade cada vez mais é encontrado em sites menores, como mídias locais, websites especializados, foruns e até mesmo em páginas pessoais. Conteúdo vasto demais para ser indexado em tempo real pelo Google.
A propalada “democracia” do PageRank do Google atua, de fato, como ditadura e exclui da real-time-web quem não é peixe-grande.
Homem versus máquina
Para o Twitter não é link o que conta. É conteúdo. Não é quantidade, mas qualidade. O bom conteúdo, não importa se de site grande ou pequeno, importante ou não, ganha relevância imediata no Twitter e o algorítmo para classificar o conteúdo não podia ser melhor: seleção humana. É gente definindo a relevância de uma página com base no seu conteúdo real, na qualidade da informação presente na página. O bom conteúdo postado no Twitter imediatamente se converte em avalanche de retweets, conferindo ao ranking sua imediatez de real-time-web.
Alguém pode argumentar que o ranking construido dessa maneira, com base na avaliação humana, não é perfeito, apresenta muito lixo, gera spam, gera overload de informação, etc, etc. É verdade, o ser humano não é perfeito. Mas por ora, é quem melhor faz análise qualitativa de conteúdo. De fato, esta imperfeição toda ainda consegue gerar resultados de maior relevância que a análise quantitiva do Google é capaz de proporcionar.
Autoridade no assunto
Não é apenas o link que é ranqueado neste sistema. O autor do tweet também é. A partir de parâmetros como quantidade, frequência e extensão de retweets, é possível determinar quão importante é o autor do tweet. Autores/twitters de alta relevância imprimem maior peso aos links postados. Trata-se mesmo de critério suficiente para determinar quem é um autoridade num assunto, especialistas em suma, tarefa muito difícil para sistemas baseados na análise exclusivamente quantitiva como se dá com o PageRank do Google.
Twitter Search
Atualmente o Twitter apenas indexa o conteúdo mas não disponibiliza o resultado da maneira como descrevi anteriormente. O resultado de uma busca no Twitter Search é apresentado em ordem cronológica e ignora o ranking baseado em retweets ou baseado na autoridade do autor. Além disso o Twitter Search pesquisa apenas o texto de 140 caracteres dos tweets, ignorando o conteúdo das páginas linkadas, que é o que deveria fazer um verdadeiro mecanismo de busca. Estas limitações porém já apresentam dias contados. Santosh Jayaram, vice-presidente do Twitter, revelou dias atrás que o Twitter Search efetivamente está indexando os links presentes nos tweets. E já planeja introduzir um primeiro experimento de ranking de conteúdo sobre os trending topics, aqueles 10 tópicos mais populares no Twitter, apresentados na sidebar.
A galinha dos ovos de ouro: bateu asas e vôou
Em resposta aos recentes rumores de que o Twitter seria adquirido pelo Google, Microsoft e até pela Apple (?!?), um dos fundadores do Twitter, Biz Stone, disse a imprensa: Não. Não estamos a venda.
E não estão mesmo. Sabem que o Twitter apresenta chances concretas de abocanhar uma gorda fatia no bilionário mercado de busca na Internet. Por que venderiam? E se fosse para vender? Por quantos bilhões de dólares?!
É claro, não sejamos tontos, que o Google não ficará assistindo a isso tudo de braços cruzados. Está quebrando a cabeça para se encaixar na real-time-web. Quebrando a cabeça para integrar o Twitter nos resultados de busca do www.google.com. Quebrando a cabeça para estabelecer alianças comerciais com o Twitter antes que a Microsoft ou o Yahoo! o façam primeiro. Em suma, o Google está quebrando a cabeça para não perder o bonde da história.
E o que isso tem que ver com fotografia?!
Nada não. Apenas tenho dó do fotógrafo que ficar de fora disso tudo. Vai viver de curso de Lightroom e de foto de identidade.
Nota 30/12/2009 : Na época em que este post foi escrito – 26/04/2009 – não era possível ajustar a abertura durante a filmagem, entre outros problemas sérios. Porém, os desavisados de plantão não percebem isso e ainda hoje me mandam comentários e emails, alguns bastante grosseiros, dizendo que estou errado, que sou ignorante, que o post é infeliz, que falo bobagem e outros mais. Pegaram o bonde andando, não se situam no tempo e na história, e agora posam de espertalhões. Paciência. Os comentários estão fechados, os espetalhões foram removidos e seus emails serão ignorados. Quem quizer comprar a câmera para filmar que compre. Quem quizer chorar que procure a própria mãe.
Tewfic, do Travel Photographer, encontrou o vídeo abaixo, um comercial formado por diversos pequenos vídeos produzidos com a Canon EOS 5D Mark II, cada qual usando uma lente específica da Canon.
Não é tão fácil quanto parece e Twefic também adverte sobre isso. De fato, e continuo insistindo no assunto mais para alertar os desavisados e excessivamente empolgados do que para desmotivar quem já despendeu sua grana. Filmar com a 5D Mk II é um grande parto e ao contrário do que Twefic pensa, não se trata meramente de pensar diferente, de treinar e se acostumar com uma nova forma de agir.
A câmera fotográfica tem desenho e funcionalidades para fazer fotografia. Foi desenhada para ser mantida próxima ao olho e registrar o momento num simples clique. Mesmo a recente funcionalidade de live-view não funciona adequadamente nos corpos atuais. Experimente usar o live-view com uma 1Ds MarkIII suspensa na mão e verá do que falo. O corpo da câmera não foi desenhado e ainda não esta adaptado para ser usado desta maneira. E se não bastasse, mesmo os fotógrafos experientes enfrentam dificuldades para se adaptar a esta maneira de segurar a câmera.
O resultado? É horrível obter e manter foco com a 5D MkII. É claro que o design inadequado e a dificuldade com foco podem ser, em parte, compensados por tripés e acessórios diversos e mais claro ainda que que tais acessórios não são baratos, podendo ultrapassar facilmente os 3 digitos. Mas o que são algumas centenas de dólares a mais para quem já despendeu $ 2,700 na câmera, heh?! O uso de um tripé ou de um acessório de estabilização como uma Glidecam (meu preferido), ajudará a eliminar um dos polos do problema com foco: as vibrações geradas por quem segura a câmera. Mas não adianta sonhar muito não. A câmera também tem que fazer a sua parte e aqui a 5D MkII falha novamente. Seu sistema é amador, não suficientemente rápido, e o sensor full-frame com 36×24mm, maior que o tradicional back de filme 35mm das filmadoras de verdade, agrava ainda mais a situação já bastante precária. Melhor é assumir a verdade nua e crua: esta não é uma filmadora para ser usada em cenas de ação, esportes e movimento, todas situações que requerem constante é rápida mudança de foco.
Mas não é só (só?!) design, foco e estabilização. A filmagem passa por outro problema muito sério. Na Canon EOS 5D MkII não é possível controlar a abertura da lente enquanto estiver filmando. Você mexe no zoom e foco da objetiva. Com acessórios e paciência consegue eliminar parte dos problemas anteriores, relacionados a foco. Mas não tem controle sobre a abertura! E sabe o que de mais sério produzirá com uma “filmadora” sem controle de abertura? Festinha de criança para mostrar a seus parentes!
Brincadeira, é claro. Mas sem controle de abertura é muito complicado fazer uma gravação decente. Veja, porém, como o ser humano é criativo e inovador e sempre dá o seu jeito. Sabe o que o Canonzeiro desbravador fez com sua EOS 5D MkII para simular o efeito de controle de abertura? Girou a objetiva na baioneta! Não, isso não é uma piada. Ele encaixou a objetiva na baioneta da câmera sem todavia travá-la até o final como normalmente fazemos quando vamos fotografar. A objetiva ficou parcialmente solta e dessa forma nosso amigo canonzeiro conseguiu girá-la na baioneta da câmera enquanto filma, simulando o controle de abertura! Solução perfeita, não?!
Mas não é só abertura. O tempo de exposição também não é controlável. Não existe controle manual e nem algo como “Prioridade de Exposição”. A Canon implementa um algorítmo interno para calcular e determinar a melhor abertura e o melhor tempo de exposição, gerando variação no tempo de exposição enquanto filma. E variação de tempo de exposição significa apenas uma coisa: sérias dificuldades para filmar algo decente. Novamente os desbravadores encontraram formas, muito originais por sinal, para exercer algúm controle sobre o tempo de exposição, como documenta o vídeo abaixo:
A discussão sobre os truques para controlar o tempo de exposição podem ser encontrados aqui e aqui. Não preciso dizer que tais artimanhas não se prestam para uso no dia-a-dia e não passam de meras curiosidades.
Mas não é só exposição. Tem também o ISO que não oferece controle manual, o áudio que é amador e requer gravação separada para se obter uma qualidade decente, tem a limitação de controle de fps, a falta de um menu dedicado/centralizado com as funções relacionadas ao Video Mode (e sua falta representa hoje um bocado de cliques), a lenta detecção de constraste e mais outra batalhoada de pequenos problemas.
É porisso tudo que esta história de filmagem numa câmera fotográfica me soa, de fato, muito esquisita. Conversa para boi dormir. E mesmo que assim não fosse, mesmo que eu estivesse falando um grande amontoado de besteiras, o que realmente interessa é que continuamos a comprar máquinas fotográficas para tirar fotos. E é sobre fotografia que esperamos aperfeiçoamentos. Para além de um punhado a mais de megapixels, que seja bem dito.
Mas não é só megapixels. Claro que a Canon se precaveu quanto a estas e outras críticas: “The 5D MKII wasn’t developed as a professional video camera” (A 5D MkII não foi desenvolvida para ser uma filmadora profissional). Ufa, fico aliviado. Ainda bem que a Canon nos avisou sobre isto!
Não está convencido de que a fotografia (ainda) é mais importante que o Photoshop?
Então confira as capas da Elle francesa, que ousou (palavra da moda) expor Monica Belluci, Eva Herzigova e Sophie Marceau em carne e osso, isto é, sem maquiagem, sem cabelereiro e sem… Photoshop.
Unikonetwork: Agradecemos a todos que participaram da promoção do fotozine. Continuem nos seguindo para saber de nossas promoções e descontos! 2 weeks ago from web