555 KUBIK | facade projection | from urbanscreen on Vimeo.
555 KUBIK_ extended version from urbanscreen on Vimeo.
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A história de uma impactante foto registrada no 11 de setembro, dia que marcou tragicamente o povo americana e que deu início a um novo capítulo na história belicista deste país.
Ano passado foram encontradas novas fotos da Hiroshima bombardeada pela bomba atômica lançada pelos EUA.
De fato, como destruir dois paises em apenas 5 anos. Diversos fotógrafos do mundo documentaram as guerras EUA x Iraque e EUA x Afeganistão. A vida lamentável dos soldados americanos não foi esquecida, como é típico destes fotógrafos que cobrem guerras. Mas esta seleção consegue sair do lugar comum ao oferecer uma visão dos horrores a que o povo iraquiano e afegão foram submetidos nesta guerra, horrores impigidos pelos soldados americanos. Recebeu um único retweet, curiosamente de um americano (uns 90 e poucos por cento dos que me seguem no Twitter são americanos).
Bruce documenta a guerra em todos os cantos do planeta.
Demorou uma eternidade, gerou as mais enervadas discussões, causou os maiores aborrecimentos mas finalmente a Canon lançou o firmware que possibilita controlar manualmente a exposicão enquanto filma com sua Canon EOS 5D Mark II!
Boa diversão!
Sebastião Salgado está em Los Angeles durante este mês de maio e junho para levantar fundos, conceder entrevistas durante as exposições do Africa e também trazer luz sobre seu mais novo projeto, Genesis, chamado pela mídia especializada como um trabalho épico.
Genesis representa um novo capítulo da vida do fotógrafo, marcado por uma “volta a natureza”. De fato, Salgado está percorrendo o globo terrestre em busca de cenas inauditas, registrando a presentaça de natureza ainda selvagem existentes no planeta. Ou como prefere dizer, em busca de “vida primitiva”.
Segundo Salgado, o planeta ainda apresenta 40% de sua área tal como se observava a 5 ou 12 mil anos atrás. Sua proposta no Genesis consiste precisamente, e mais uma vez, em preservar esta vida primitiva. Mas desta vez preservando-a também em sua fotografia.
E vai longe para encontrar tais vestígios. Do Alasca ao Sahara, de Galápagos a Africa, Salgado já percorreu 20 diferentes regiões e 5 continentes apenas nos primeiros 4 anos de projeto. A meta final é gerar 32 ensaios até 2012 e então inaugurar uma fase de exibições que abrange grandes parques e museus: “Meu sonho é mostrar o trabalho no Central Park, não em um prédio qualquer mas fora, entre as árvores do parque”.
Durante o trabalho Salgado carrega consigo um telefone via satélite e foi com este aparelho que ficou sabendo da vitória de Obama em novembro passado: “uma vitória para o planeta” afirma. Interessante mas previsível. Afinal de contas, não é novidade que Sebastião Salgado vá além da mera “fotógrafia descompromissada” para descer de cima do muro, escolher um lado e abraçar causas progressistas, como o movimento dos trabalhadores sem terra (MST), a campanha e posterior apoio a Lula, as iniciativas de preservação de espécies e matas nativas (veja http://institutoterra.org/, de fundação sua e de sua esposa), entre outros.
Em uma das primeiras entrevistas concedidas ainda no início de maio, Salgado mencionou a adoção de uma câmera digital para a execucação do projeto Genesis. Parte da platéia – o lado purista, digamos – torceu o nariz e soltou exclamações. Dias depois, em outra entrevista, Salgado explica que a mudança para o digital ocorreu por múltiplas necessidades.
Durante a execução do projeto Africa, Salgado já havia percebido que algumas das cenas registradas pediam grandes impressões. Todavia a Leica, sua tradicional parceira de guerra, não possibilitava ir além de certo tamanho de impressão. Na época Salgado decidiu-se então por uma Pentax 645 e suas objetivas de baixo contraste que se aproximam das lentes que utiliza em suas Leicas. Além disto, o filme 220 utilizado nas Pentax 645 apresenta um nível e qualidade de prata a muito abandonado pelas 35mm em favor do baixo preço e, consequentemente, baixa qualidade.
Da Pentax 645 analógica para o digital foi um pulo. A virada se deu no início do projeto Genesis. Salgado e seu assistente teriam que percorrer o mundo, passando por múltiplos países e aeroportos e carregando consigo cerca de 600 rolos de filme 220, ou aproximadamente 30 kilos de filme! E tinham que fazer isto após os atentados de 11/09, diante das novas medidas de segurança adotadas pelos aeroportos do mundo todo. Passar com os negtivos expostos por um scaner de raio-X mais que 2 ou 3 vezes simplesmente ocasionava tamanha degradação ao grão e contraste do médio-formato, que o colocava num patamar de qualidade final inferior àquele apresentado por um negativo 35mm tradicional. Ou seja, inviabilizava justamente o que se queria obter com a nova Pentax 645: a impressão em grande formato.
A solução foi experimentar o uso de um back digital na Pentax 645, que Salgado confessa, deixou-o impressionado. Mas uma médio-formato com back digital traz um grande inconveniente: é grande demais para o tipo de trabalho a que se propõe Salgado. A saída, e prestem bem atenção nisto, foi utilizar uma Canon 1Ds Mark III: “poderosos 21 megapixels” diz. E ao invés de 30 kilos de filme, carrega agora meros “1.5k em cartões digitais”.
Mas sua verdadeira excitação não esta com a Canon 1Ds e sim com a nova Leica S2 divulgada aqui no fotozine como uma média-formato num corpinho de 35mm. Salgado acredita que esta câmera vai superar todas as expectativas ao ser capaz de registrar uma imagem de médio-formato num corpo compacto e fazendo uso das inigualáveis e igualmente compactas objetivas da Leica.
A adoção da digital porém não alterou a rotina de Salgado. Ele continua trabalhando com P&B e ainda insiste em gerar tiras de prova à moda clássica.
As fotos a seguir compõem o ensaio Noir Blanc, de Marie Hippenmeyer. Registradas com uma câmera digital, insistem em preservar a feição analógica.
P.S.: Caro Marcelo, convenha que o ensaio de juventude que julgaste ingênuo, foi de fato de vanguarda.