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A morte do RSS

O RSS do fotozine não está funcionando e os últimos posts não foram enviados para ninguém. Já devia saber que isto aconteceria mais cedo ou mais tarde. Afinal de contas, para administrar o feed do fotozine, fiz uso daquela porcaria do FeedBurner, imprestável ferramenta que nunca funcionou direito e que se converteu num verdadeiro empecilho depois da aquisição pelo Google e da migração forçada a que todos os usuários foram submetidos.

De qualquer modo o RSS, a despeito do papel que cumpriu nos últimos anos, nunca foi lá estas coisas em matéria de primor e qualidade. Tanto que vem dando sinais de esgotamento e alguns até já pedem a sua extrema unção. Eu mesmo já enterrei de vez um bocado de feeds RSS que assinava, a favor do mesmo conteúdo transmitido via Twitter, este sim rápido e dinâmico. E só não deixo de usar completamente o RSS porque ainda existem alguns bons sites, que efetivamente merecem visita constante mas que infelizmente, não usam Twitter. Uma pena, porque se continuar assim até mesmo estes bons sites cairão no esquecimento.

O quesito número 1 de uma busca é relevância: todos esperam fazer uma busca e obter resultados satisfatórios já nos primeiros links da página de resultados. É esta relevância, critérios e mecanismos para calculá-la, que efetivamente diferenciam um mecanismo de busca de outro. Veja o caso do Google. Destruiu a concorrência e reina sobre 60% do mercado de busca do mundo graças sobretudo a qualidade de seu algorítimo de cálculo de relevância, denominado PageRank.

A grosso modo, o PageRank conta como um voto o link proveniente do site A para o site B. Quantos mais votos/links o site B receber, tanto maior será seu PageRank e sua relevância nos resultados da busca. Deixando o A e o B de lado e para resumir o assunto, websites que recebem muitos links provenientes de outros websites, possuem maior importância do que aquela sua página pessoal (ou a minha) que ninguém visita ou sequer linka.

Velocidade da relevância ou relevância da velocidade?

Tudo isto é muito bonito e para usar as palavras do Google, “muito democrático”. Até o momento em que chegou esta história de real-time-web: indexar e obter acesso a informação no momento em que ela efetivamente ocorre, ou seja, em tempo real.

O Google se esforça para alcançar esta excelência indexando seguidas vezes os websites mais populares, ou melhor dizendo, websites que apresentam um histórico de elevado PageRank (Times, CNet e afins). Acontece que só indexar os grandes não basta pois a tempos que a Internet deixou de ser um espaço exclusivo para grandes websites. Desde que blog é blog, o conteúdo de boa qualidade cada vez mais é encontrado em sites menores, como mídias locais, websites especializados, foruns e até mesmo em páginas pessoais. Conteúdo vasto demais para ser indexado em tempo real pelo Google.

A propalada “democracia” do PageRank do Google atua, de fato, como ditadura e exclui da real-time-web quem não é peixe-grande.

Homem versus máquina

Para o Twitter não é link o que conta. É conteúdo. Não é quantidade, mas qualidade. O bom conteúdo, não importa se de site grande ou pequeno, importante ou não, ganha relevância imediata no Twitter e o algorítmo para classificar o conteúdo não podia ser melhor: seleção humana. É gente definindo a relevância de uma página com base no seu conteúdo real, na qualidade da informação presente na página. O bom conteúdo postado no Twitter imediatamente se converte em avalanche de retweets, conferindo ao ranking sua imediatez de real-time-web.

Alguém pode argumentar que o ranking construido dessa maneira, com base na avaliação humana, não é perfeito, apresenta muito lixo, gera spam, gera overload de informação, etc, etc. É verdade, o ser humano não é perfeito. Mas por ora, é quem melhor faz análise qualitativa de conteúdo. De fato, esta imperfeição toda ainda consegue gerar resultados de maior relevância que a análise quantitiva do Google é capaz de proporcionar.

Autoridade no assunto

Não é apenas o link que é ranqueado neste sistema. O autor do tweet também é. A partir de parâmetros como quantidade, frequência e extensão de retweets, é possível determinar quão importante é o autor do tweet. Autores/twitters de alta relevância imprimem maior peso aos links postados. Trata-se mesmo de critério suficiente para determinar quem é um autoridade num assunto, especialistas em suma, tarefa muito difícil para sistemas baseados na análise exclusivamente quantitiva como se dá com o PageRank do Google.

Twitter Search

Atualmente o Twitter apenas indexa o conteúdo mas não disponibiliza o resultado da maneira como descrevi anteriormente. O resultado de uma busca no Twitter Search é apresentado em ordem cronológica e ignora o ranking baseado em retweets ou baseado na autoridade do autor. Além disso o Twitter Search pesquisa apenas o texto de 140 caracteres dos tweets, ignorando o conteúdo das páginas linkadas, que é o que deveria fazer um verdadeiro mecanismo de busca. Estas limitações porém já apresentam dias contados. Santosh Jayaram, vice-presidente do Twitter, revelou dias atrás que o Twitter Search efetivamente está indexando os links presentes nos tweets. E já planeja introduzir um primeiro experimento de ranking de conteúdo sobre os trending topics, aqueles 10 tópicos mais populares no Twitter, apresentados na sidebar.

A galinha dos ovos de ouro: bateu asas e vôou

Em resposta aos recentes rumores de que o Twitter seria adquirido pelo Google, Microsoft e até pela Apple (?!?), um dos fundadores do Twitter, Biz Stone, disse a imprensa: Não. Não estamos a venda.

E não estão mesmo. Sabem que o Twitter apresenta chances concretas de abocanhar uma gorda fatia no bilionário mercado de busca na Internet. Por que venderiam? E se fosse para vender? Por quantos bilhões de dólares?!

É claro, não sejamos tontos, que o Google não ficará assistindo a isso tudo de braços cruzados. Está quebrando a cabeça para se encaixar na real-time-web. Quebrando a cabeça para integrar o Twitter nos resultados de busca do www.google.com. Quebrando a cabeça para estabelecer alianças comerciais com o Twitter antes que a Microsoft ou o Yahoo! o façam primeiro. Em suma, o Google está quebrando a cabeça para não perder o bonde da história.

E o que isso tem que ver com fotografia?!

Nada não. Apenas tenho dó do fotógrafo que ficar de fora disso tudo. Vai viver de curso de Lightroom e de foto de identidade.

Não está convencido de que a fotografia (ainda) é mais importante que o Photoshop?

Então confira as capas da Elle francesa, que ousou (palavra da moda) expor Monica Belluci, Eva Herzigova e Sophie Marceau em carne e osso, isto é, sem maquiagem, sem cabelereiro e sem… Photoshop.

Foto: capa de Elle com Monica Belluci
Foto: capa de Elle com Eva Herzigova
Foto: capa de Elle com Sophie Marceau

OK, nem todos acessam o Twitter. Uns não gostam, outros viciam e há aqueles que simplesmente não chegam até o website do Twitter por conta das arcaicas restrições de acesso a Internet impostas pela empresa aonde trabalham.

Então aqui segue um tira-gosto: um breve e seleto apanhado do que postei no Twitter nesta semana. Para ver tudo o que foi postado, com muito mais coisas interessantes para ler e visitar, acesse http://twitter.com/fotozine.Tenho certeza de que irá se divertir bastante.

Equipamentos

(Imagem: flash drive USB em formato de 5D MkII)

Como sempre a Canon EOS 5D MkII continua sendo o centro das atenções. O pessoal da Luminous Landscape publicou mais impressões acerca da maquineta enquanto que no eBay apareceu um leilão ofertando um flash drive USB em formato de 5D MkII + 24-105.

Seu negócio é médio-formato? Então veja o review do novo Phase One P65+, back digital para médio formato com 60 MPs de resolução, também elaborado pela turma do Luminous Landscape.

Não sabe qual câmera comprar? Saiba pois quais são as DSLRs mais populares no Flickr.

Curioso quanto ao que um paparazzi carrega em sua bolsa de equipamentos? Assista ao vídeo abaixo do fotógrafo Henry Flores, do BuzzPhoto:

Galerias de fotos

A National Geographics abriu nova galeria de fotos no rigoroso frio do ártico, enquanto que a Smashing Magazine e o Boston Globe comemoram a chegada da primavera no hemisfério norte.

Já a Digital Photography School fez uma bela seleção de 12 fotos de silhuetas.

O Google Earth passa a incorporar fotos históricas em seus mapas, possibilitando não apenas viagens cartográficas mas também históricas.

Mas nem tudo é beleza.

O blog The Frame, mantido pelo jornal americano The Sacramento Bee, nos mostra fotos das tropas americanas no Afeganistão, enquanto que o Boston Globe nos apresenta duras cenas da guerra às drogas que ocorre no Mexico.

Por fim, conheça mais uma seleção de desastres realizados com o Photoshop.

(Foto: Erik Johansson photo manipulation)

Entrevistas

Entrevista com o sensacional foto manipulador Erik Johansson.

O neto de Ansel Adams fala sobre prints digitais do trabalho do avô.

Photoshop e Lightroom

Baixe um preset customizado para a Nikon D300 e acompanhe dicas de workflow no blog Automagisk.

Uns malucos inventaram um sistema de controle de versão para o Photoshop. Para entender o que é um sistema de controle de versão, visite o Wikipedia.

Martin Evening discute Ajustes de exposição e brilho no Lightroom.

Técnica

E-book gratuíto com 13 dicas para fotografar flores, fotografia macro para iniciantes parte 1 e parte 2 e recente atualização da sensacional lista de dicas de fotografia de Chris Marquardt.

Lançamentos

(Foto: Canon Rebel T1i)

A Canon anunciou a nova EOS Rebel T1i / 500D, a irmã pobre da 5D MkII, com 16 MPs e gravação de vídeo. Assista a um vídeo-preview aqui e veja mais algumas fotos, comparações e vídeos feitos com a nova maquineta aqui.

Outra novidade da Canon foi o lançamento do flash compacto Canon Speedlite 270EX.

Já a Tamron – yes, não morreu – anunciou uma nova objetiva 60mm F2 Di II Macro.

Outra que não morreu foi a Tokina. Anunciou sua nova objetiva AT-X 16.5-135mm DX, uma ultra wide para câmeras com sensor APS-C.

(Foto: nova família Intuos 4)

A Wacom confirmou o lançamento da nova e fantástica Intuos 4. Veja mais fotos aqui.

E saiu a 14ª edição da Photography BB Magazine.

Outros

Fotografe usando uma divertida e instrutiva câmera on-line.

Quando for a Los Angeles não deixe de visitar o sensacional Annenberg Space for Photographers.

Tem quem morra de pavor de limpar o sensor da câmera e prefere levá-la a uma assistência técnica. Pavor infundado desde que tome certos cuidados, aja com bom senso e leia este artigo aqui.

(Imagem: Twitter, Twitter, Twitter...)

Recebi uma comida-de-rabo em formato de email. Um raro email. Um leitor do fotozine me critica por não estar mais postando conteúdo no blog, enquanto que no Twitter escrevo a todo instante. Ele me pergunta indignado: Mas o que esta merda de Twitter tem de mais?! Como é possível expressar qualquer coisa que preste em apenas 140 caracteres?!

São excelentes perguntas mas não sou eu que vou responder pois tenho mais o que fazer como, por exemplo, escrever meu próximo tweet de 140 caracteres. E não são poucos os que escrevi. Ultrapassei a casa dos 360 tweets nestas primeiras semanas em que lá estou escrevendo. Acha pouco? Isto é mais do que postei em 3 anos de fotozine!

Agora peço a sua licença e atenção. Permita-me explicar o que está ocorrendo. Isto é importante para todos e lhe ajudará a decidir se continua acompanhando meu blog ou me manda a merda.

Ando atolado de trabalho, sem a menor inspiração para postar conteúdo que preste no blog e sem feedback algúm de vocês leitores. Sei bem que vocês existem e que seu número – sem entender como – cresce a cada dia. Mas vocês não interagem, não postam comentários, não criticam e nem dão a saber o que os aflige. Deve estar tudo muito bom para vocês. Mas para mim é totalmente sacal não ter feedback. É uma merda mesmo. É como falar com uma porta ou parede. E ainda não estou completamente senil para falar com portas e paredes. Preciso de gente, de calor humano, senão a coisa não rola. E vocês já devem ter reparado nisto a julgar pela “qualidade” e mais ainda pela “quantidade” de posts nos últimos dias.

Agora prestem bem atenção no lado direito deste site. Olhem atentamente para esta coluna ao lado, repleta de iconezinhos pequenos de Twitter. Cada um deles é um tweet, ou um post no Twitter.

Prestem bastante atenção porque é aí que estão as coisas que me interessaram nestes últimos dias. Informação relacionada a fotografia que agregou alguma coisa para mim e que julguei por bem compartilhar com outros. Notícias sobre importantes lançamentos da indústria fotográfica. Indicações para sites de excelentes fotógrafos ou retocadores digitais que descobri nestes dias. Novos vídeos e entrevistas com fotógrafos. Tutoriais de Photoshop ou de técnicas fotográficas diversas. Enfim, é aí que estão as coisas que despertaram meu interesse nestes últimos dias. Somente o que gostei, somente o que lí e que julguei ter valor.

Antes do Twitter, eu divulgava estas coisas todas aqui no fotozine. Escrevia um post para cada uma delas. Acontece que num blog, não basta criar um post contendo apenas um link e nada mais. Um blog exige que se discurse, nem que brevemente sobre o link. Que ao menos se faça algúm juizo de valor que explique  o porque de se estar dando destaque para aquele link e não para outros. Enfim, um post num blog como o fotozine requer que se perca uma boa dose de tempo apenas para indicar um link interessante e que merece ser visitado. Ponto.

Em outras palavras, é uma puta merda burocrática e lenta a simples divulgação de um link num blog!

Sabe como é a divulgação de um link no Twitter? Escrevo apenas um título sugestivo, colo o link e clico em Enviar. O resto acontece por sí só:

  • As pessoas clicam nos links.
  • Lêem o conteúdo.
  • Quando gostam reenviam o link para outros (“retweet”).
  • Mandam mensagens privadas dizendo se gostaram ou não do link.
  • Agradecem quando você indica algo que tenham amado.
  • Puxam conversa quando discordam de uma matéria indicada.
  • Te corrigem se algo deu errado.
  • Te cobram se passa muito tempo sem postar algo.

E tem mais. Você também:

  • Fica atualizado sobre notícias e conteúdo mais rapidamente do que um RSS ou o Google conseguem te atualizar.
  • Não recebe um bombardeio de links para ler e filtrar (RSS) mas apenas aquilo que as pessoas gostaram, que tem algúm valor. É o melhor filtro que conheço.
  • Pode divulgar imediatamente algo que tenha gostado, sem a menor viadagem.
  • Você acompanha quem quizer. E em pouco tempo descobre quem merece atenção, e quem não merece. Quem é autoridade e quem não é.

É isto que esta merda de Twitter tem de mais. São por estas razões que em 3 anos de existência o fotozine apresenta 350 posts, enquanto que em poucas semanas de uso meu Twitter já apresenta mais de 360 tweets. E são por estas razões que nos últimos dias nada mais foi postado no fotozine.

O fotozine não vai morrer. Mas não espere mais encontrar por aqui aquilo que pode ser divulgado via Twitter. E na dúvida, follow me.