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A Adobe esclarece que o RawShooter já encontra-se descontinuado e as vendas suspensas. Pretende aproveitar o que há de melhor na tecnologia de processamento de RAW, incorporando-a em seus atuais produtos e no futuro Lightroom, que em breve já contará com uma versão beta para Windows. Veja mais detalhes.
Pra mim isso foi uma boa notícia e vai de encontro as minhas expectativas. Como escrevi anteriormente, tentei utilizar o RawShooter sem sucesso e com muito aborrecimento. Quando soube que a Adobe havia adquirido a Pixmantec, só pude imaginar que isto ocorria por conta do engine de processamento de RAW, porque no mais o RawShooter não oferecia absolutamente nenhuma vantagem sobre o atual ACR e nem mesmo representava um forte concorrente.
Outra boa notícia é o breve lançamento do Lightroom para Windows. Esta é uma ferramenta que aguardo com ansiedade e acredito que se tornará um novo marco no processamento RAW e gerenciamento de imagens.
Há dois, talvez três programas, que permitem visualizar arquivos RAW diretamente no Explorer, como thumbnails.
Irfanview
É meu visualizador preferido de imagens em geral. Através de plugins adicionais – download opcional no site – permite abrir arquivos RAW de diversos formatos proprietários. Todavia é absurdamente lento ao abrir arquivos CR2 da EOS 5D.
Para fazer o preview no Explorer requer a copia de uma série de DLLs que são distribuídas com o DPP ou com o ZoomBrowser, ambos da Canon. Porém não encontrei alguns dos arquivos mencionados nem me dei ao trabalho de procurá-los na Internet, de modo que não posso dar um palpite final sobre este cara.
dpMagic
Faz preview de RAW diretamente no Explorer e também apresenta um visualizador de arquivos com a horrível cara do Fax Viewer do Windows.
O preview no Explorer até que é rápido. Já a visualização ampliada no “Fax Viewer” é bem lenta.
Primeiro baixei a versão 1.1 que peguei no eMule e instalei conforme as instruções. Enquanto que o preview no Explorer funcionou belezinha, a visualização no “Fax Viewer” se mostrou bugada e nenhum arquivo RAW foi carregado no modo de visualização. De qualquer modo, faça o download desta versão bugada: vem com um *programinha* que será útil depois, ao baixar a versão mais recente, conforme descrevo a seguir.
Fiz então o download da última versão – 1.3 – no site do fabricante e esta não apresentou o bug mencionado. Dica? Não precisa preencher o cadastro que é apresentado no site ao fazer o download do programa. Deixe o cadastro em branco e clique em Next que o link de download já aparece. Concluida a instalação registre o dpMagic rodando aquele outro *programinha* distribuído na versão 1.1 que baixou do eMule.
M$ RAW Blah Blah Blah
Chama-se na verdade “Microsoft RAW Image Thumbnailer and Viewer for Windows XP” e o nome diz tudo: faz preview de RAW diretamente no Explorer, tem um viewer adicional (o horroroso Fax Viewer) e só funciona no WinXP.
Este é o que uso atualmente: é bem rápido no preview e razoavelmente rápido na visualização pelo “Fax Viewer”.
Pra fazer o download tem que passar pelo Genuine Validation Tool, da M$. Logo, recomendo que faça uma busca pelo arquivo no Google ou eMule. O nome é RAWViewerSetup.exe e está disponível em duas versões: 5 MBs para quem já tem .Net Framework 1.1 e 40 MBs para quem não tem .Net Framework 1.1.
Dica? Baixe a versão de 5 MBs, pois o instalador reduzido detecta a presença do .Net Framework 1.1 e faz um download sob demanda. Download, aliás, muito menor que os 40 MBs do pacote completo (aqui foi de apenas 10MBs). Ah, e não requer reinicialização do Windows para funcionar.
Desde que chegou minha 5D, a cerca de duas semanas atrás, venho pesquisando, testando e estudando os conversores de RAW disponíveis atualmente. Aqui segue um apanhado de notas esparsas.
ACR
* Experimente a combinação de teclas CTRL+U (CMD+U, no Mac): liga/desliga o modo auto.
* Pressione ALT e clique em Cancel para desfazer todas as alterações. Veja mais teclas de atalho (Arquivo PDF)
* Com o modo auto ligado, aumentei a exposição para +1.5 e zerei Sharpness, Luminance e Color Noise Reduction. Cheguei razoavelmente próximo ao resultado obtido com o Picture Style Standard no DPP. Faltou apenas um bocado a mais de saturação de cor, mas por enquanto não me atrevo a calibrar o ACR.
* A situação descrita acima apresentou menor noise se comparada ao TIFF 16 bits gerado pelo DPP. Fique atento e compare!
* O ACR não tem botão Maximizar/Minimizar, más permite redimensionar a janela arrastando-a pelo canto inferior direito. É uma bela merda, mas vá lá.
* Dizem por aí que o Sharpness dele faz um excelente trabalho. Eu duvido um pouco – 0u melhor, duvido muito. O Photoshop oferece filtros superiores, com ajuste fino e preciso, além da possibilidade de se trabalhar na imagem de modo não destrutivo. Considero, pois, não apenas uma imensa bobagem esta história da qualidade do sharpness do ACR, assim como algo bastante “arriscoso”. O mesmo pode e deve ser dito a respeito do Color Noise Reduction.
* Sabe aquela situação em que você tirou 30 fotos na mesma condição de luz e agora tem que tratá-las todas da mesma forma? Pois bem, dá pra fazer isso num piscar de olhos. Abra o Bridge, selecione todas as imagens que receberão os mesmos ajustes e dê dois cliques sobre qualquer uma das selecionadas. Isso fará com que o ACR seja aberto com uma barra lateral apresentando thumbnails das imagens selecionadas. Trate uma das imagens com aquelas configurações que se aplicarão a todas as outras. Concluído o tratamento, clique no botão “Select All” e depois em “Synchronize” (ambos encontram-se no canto superior esquerdo). Marque os ajustes que devem ser aplicados as demais imagens e… voilá! A partir deste ponto você pode realizar ajustes particulares em imagens individuais e por fim salvar todas de uma única vez.
* Eric Chan escreveu dois excelentes e detalhados artigos sobre o ACR. O primeiro, Color Profiling Guide for ACR3, aborda o processo de calibração de cor entre a câmera digital e o ACR usando um ColorChecker da Gretah Macbeth. O resultado final é explêndido. O segundo, Color Matching With ACR 3, procura compensar algumas situações em que mesmo a calibração com o ColorChecker falha. A idéia é ajustar o ACR de modo a reproduzir as mesmas cores de outros conversores Raw, usando o CaptureOne como exemplo.
RawShooter Premium 2006
O programa não tem um botão de conversão claro e visível (levei um tempão para encontrar tal opção), a interface de navegação não é padrão o que requer uma certa adaptação, não tem menus e não tem CTRL+Z (desfazer). Talvez ofereça uma boa conversão, etc et al, mas é tão pouco amigável que não vale a pena se debruçar muito mais sobre ele. Curiosamente, a Adobe adquiriu a Pixmantec por estes dias, o que talvez indique que alguma coisa que preste ele deve ter, provavelmene um engine de conversão. Se assim for, não vejo a hora da Adobe incorporá-lo no ACR.
Bibble Pro 4.7
É curioso o quanto falam bem desse programa em fóruns e comunidades. Aqui foi uma grande decepção. Levou 2 minutos para abrir um CR2 de 11 MBs. Atingiu o pico de 230 MBs de memória consumidade, sem liberá-la posteriormente!
Removi antes que ele derrubasse a energia do prédio!
DPP
Há quem diga que é um bom programa, etc et al. Particularmente acho o DPP uma merda! Fico mais indignado ainda porque obrigatoriamente paguei por ele quando comprei a 5D e, no mínimo, esperava algo mais decente. Mas, antes de me atirar pedras e me acusar de não analisar o essêncial, preste a devida atenção no noise e em eventuais artifícios gerados ao exportar com o DPP.
Agora, veja o concorrente Nikon. Observe o Capture e o novo CaptureNX. Sim, fique de boca aberta! Isso sim é um programa que se preze.
LightZone
A concepção deste programa é interessantíssima: baseado no sistema de zonas do Ansel Adams, oferece ferramentas que prometem maior intuitividade no processo de manipulação da imagem (menos números, como no Photoshop, e mais fotografia). Sua interface é bastante agradável, bem organizada e ao mesmo tempo simples e objetiva.
Todavia, é um típico devorador de memória! Apenas com a abertura de um RAW, consumiu rapidamente, 300MBs! E não pense que a memória foi devolvida após fechar a imagem. Mais um pouco de operação do programa e este é encerrado com uma mensagem de erro informando não dispor de mais memória para operar.
É um programa que promete mas precisa largar as fraldas primeiro!
BreezeBrowser Pro
Este programa me deixou surpreso.
* Interface simples e relativamente limpa.
* Organização e navegação típica do Windows, com menus, botões e opções em seu devido lugar.
* Nenhuma viadagem de “skins” e botõezinhos redondos.
* Batch mode: selecione múltiplas imagens no thumbs mode e clique em Convert to Raw. Aplique as configurações que julgar necessárias e, finalmente, clique em “Convert Selected”. Interessante ainda é que mostra o tempo estimado para concluir a conversão de todas as imagens!
Mas aperte o cinto pois agora sim chegamos ao que realmente interessa:
* Ele tem suporte a Picture Styles. Isso mesmo, é o único conversor de RAW, além do DPP, que oferece suporte a Pic Styles.
* Com ele consegui reproduzir as mesmas cores do DPP a partir da seleção de White Balance com o Pick Tool.
* A exportação para TIFF 16 bits gerou uma imagem mais limpa que aquela produzida pelo ACR e pelo DPP!
É óbvio que o Adobe CameraRaw Plugin (ACR) supera o Canon Digital Photo Pro (DPP) em termos de funcionalidade, praticidade e rápidez. Porém nota-se duas faltas do ACR que podem impactar sua utilização. Primeiramente, falta suporte aos Picture Styles, recurso presente nas máquinas Canon e que o DPP suporta corretamente.
A Adobe, através de um colaborador, já se pronunciou sobre o assunto esclarecendo que Picture Styles são proprietários e que a Canon não disponibilizou uma documentação acerca desta funcionalidade. Não pretende, pois, oferecer suporte aos Picture Styles no ACR, nem mesmo se a Canon tornar público suas características. Acaso é bronca?!
Trabalhar primeiramente com o DPP para depois tratar a imagem no Photoshop é algo inviável em termos produtivos. Isto porque o DPP é lento de dar dó. Pesquisando alternativas encontrei o BreezeBrowser. Um programa de conversão de formatos, incluindo o CR2 da Canon, que oferece suporte a Picture Styles sendo aparentemente mais rápido que o DPP. Mas há ainda outros candidatos que merecem uma melhor análise.
Especial atenção a dois programas, bem comentados em fóruns de fotografia: Phase One e Raw Shooter Premium (RSP). Não tive tempo de testar estes caras, mas em breve pretendo fazê-lo, pois criar um ambiente digital adequado é condição indispensável para exercitar a criatividade sem maiores entraves.
Steve Hoffmann publicou em seu site um interessante comparativo entre os diversos e populares programas de conversão. Note que ao final da página, há links para “reviews” de todos os softwares comparados, o que pode ser útil para conhecer melhor as funcionalidades de cada um.
Mas além do problema do Picture Style, tenho a ligeira impressão de que o ACR gera uma imagem sensivelmente pior do que aquela gerada pelo DPP.
Aqui, as imagens convertidas pelo ACR sairam azuladas e, em muitos casos, também opacas e chapadas, ao passo que o DPP preservou melhor a tonalidade e a vivacidade das cores registradas pela máquina. Isso é evidente já no exemplo que dei anteriormente (veja o post “Chegou!”). Todavia, falta estudar melhor este problema e verificar em que medida não se trata meramente de vacilo meu.
Você sabia que parte significativa das máquinas digitais já saem de fábrica com defeito? E sabia ainda que com o passar do tempo, esses defeitos vão se tornando cada vez mais presentes?
Trata-se de pixels defeituosos presentes no sensor da máquina e as vezes até no LCD. Estes minúsculos defeitos dividem-se em 3 tipos:
* Dead pixels: pixels que não mais lêem informações e permanecem continuamente desligados. Aparecem nas imagens como pontos pretos.
* Stuck pixels: pixels que permanecem continuamente ligados. Surgem nas imagens como pontos brancos.
* Hot pixels: pixels que apresentam-se como vermelho, laranja ou verde em exposições mais prolongadas. Com o passar do tempo, e na medida em que vão aparecendo em exposições cada vez mais curtas, transformam-se em stuck pixels continuamente ligados.
Pense na 5D e em seus 13 milhões de pixels. 13 milhões! O que é um pixel ou outro defeituoso?! É assim que pensam uns tantos.
Outros não se importam muito: os defeitos podem ser corrigidos nos programas de conversão RAW e no Photoshop.
Mas aparte estas duas turmas, tem um bocado de gente que não se conforma em desembolsar um alto montante para receber uma máquina com defeito. E para estes infortunados, a história pode ter um final infeliz.
Alguns fabricantes estabeleceram limites percentuais de presença de pixels defeituosos antes de considerarem a máquina realmente defeituosa. A Canon, para ficar num exemplo que me interessa diretamente, estabeleceu o limíte de 0.01%. Isso significa que uma EOS 5D, com seus 13 megapixels, só será considerada defeituosa pela Canon se possuir mais de 1300 pixels com defeito.
Brincadeira? Piada de mau gosto? Não, é sério. É pra valer! Menos de 0.01% de pixels defeituosos e não há nem garantia nem conserto de graça. Se você for o proprietário de uma máquina repleta destes pequenos defeitos terá que desembolsar o conserto do próprio bolso. Se lá fora custa cerca de $150, imagine aqui no Brasil…
E o conserto nem parece ser lá grandes coisas. De modo geral, a Canon realiza um remapeamento dos pixes defeituosos de tal modo que pixels adjacentes passem a ser o determinante na cor que deve ser apresentada no lugar do defeito. Troca do sensor somente para casos muitos graves.
Mas o fato é que a maioria convive com estes defeitos sem sequer notá-los pois, de saída, enfrenta a dificuldade em determinar o que é defeito e o que é simples ruído ou imperfeição na leitura.
Uma situação típica em que os pixels defeituosos são mais visíveis e discerníveis, é nas longas exposições. Outra é no aumento do ISO. Ora, ambas as situações são famosas por constituirem-se no Calcanhar de Aquiles das máquinas digitais, região aonde apresentam desempenho insatisfatório, para não dizer ruim, se comparado as máquinas de película. E por insatisfatório comumente nos referimos ao nível de ruído presente. Mas agora cabe uma pergunta: quanto é realmente ruído e quanto é pixel defeituoso?
Para descobrir, pode-se proceder a um minucioso e trabalhoso rastreamento visual a partir de diversas imagens em condições semelhantes ou diferentes. Eliminamos esta solução por motivos óbveis.
Um jeito menos trabalhoso é utilizar o Dead Pixel Test, um pequeno utilitário para PC que analisa fotos e determina o montante de pixels defeituosos presente na máquina de acordo com a exposição aplicada no registro da imagem e um valor inicial de segurança informado pelo usuário. Segue com um pequeno manual que explica como realizar os testes e analisar os resultados.
Boa sorte!