Francis Vachon e seu pequeno e devastador bebê.
Resultados para " Fotógrafos"
Remembering 9/11: The Falling Man Photo and his story
A história de uma impactante foto registrada no 11 de setembro, dia que marcou tragicamente o povo americana e que deu início a um novo capítulo na história belicista deste país.
Remembering Hiroshima: The Lost Photographs
Ano passado foram encontradas novas fotos da Hiroshima bombardeada pela bomba atômica lançada pelos EUA.
How to destruct a country: Photographs from Iraq and Afghanistan 2003-2008
De fato, como destruir dois paises em apenas 5 anos. Diversos fotógrafos do mundo documentaram as guerras EUA x Iraque e EUA x Afeganistão. A vida lamentável dos soldados americanos não foi esquecida, como é típico destes fotógrafos que cobrem guerras. Mas esta seleção consegue sair do lugar comum ao oferecer uma visão dos horrores a que o povo iraquiano e afegão foram submetidos nesta guerra, horrores impigidos pelos soldados americanos. Recebeu um único retweet, curiosamente de um americano (uns 90 e poucos por cento dos que me seguem no Twitter são americanos).
The War Around The World: Bruce Haley Pictures
Bruce documenta a guerra em todos os cantos do planeta.
Sebastião Salgado está em Los Angeles durante este mês de maio e junho para levantar fundos, conceder entrevistas durante as exposições do Africa e também trazer luz sobre seu mais novo projeto, Genesis, chamado pela mídia especializada como um trabalho épico.
Vida primitiva
Genesis representa um novo capítulo da vida do fotógrafo, marcado por uma “volta a natureza”. De fato, Salgado está percorrendo o globo terrestre em busca de cenas inauditas, registrando a presentaça de natureza ainda selvagem existentes no planeta. Ou como prefere dizer, em busca de “vida primitiva”.
Segundo Salgado, o planeta ainda apresenta 40% de sua área tal como se observava a 5 ou 12 mil anos atrás. Sua proposta no Genesis consiste precisamente, e mais uma vez, em preservar esta vida primitiva. Mas desta vez preservando-a também em sua fotografia.
E vai longe para encontrar tais vestígios. Do Alasca ao Sahara, de Galápagos a Africa, Salgado já percorreu 20 diferentes regiões e 5 continentes apenas nos primeiros 4 anos de projeto. A meta final é gerar 32 ensaios até 2012 e então inaugurar uma fase de exibições que abrange grandes parques e museus: “Meu sonho é mostrar o trabalho no Central Park, não em um prédio qualquer mas fora, entre as árvores do parque”.
Salgado ativista
Durante o trabalho Salgado carrega consigo um telefone via satélite e foi com este aparelho que ficou sabendo da vitória de Obama em novembro passado: “uma vitória para o planeta” afirma. Interessante mas previsível. Afinal de contas, não é novidade que Sebastião Salgado vá além da mera “fotógrafia descompromissada” para descer de cima do muro, escolher um lado e abraçar causas progressistas, como o movimento dos trabalhadores sem terra (MST), a campanha e posterior apoio a Lula, as iniciativas de preservação de espécies e matas nativas (veja http://institutoterra.org/, de fundação sua e de sua esposa), entre outros.
Salgado digital
Em uma das primeiras entrevistas concedidas ainda no início de maio, Salgado mencionou a adoção de uma câmera digital para a execucação do projeto Genesis. Parte da platéia – o lado purista, digamos – torceu o nariz e soltou exclamações. Dias depois, em outra entrevista, Salgado explica que a mudança para o digital ocorreu por múltiplas necessidades.
Durante a execução do projeto Africa, Salgado já havia percebido que algumas das cenas registradas pediam grandes impressões. Todavia a Leica, sua tradicional parceira de guerra, não possibilitava ir além de certo tamanho de impressão. Na época Salgado decidiu-se então por uma Pentax 645 e suas objetivas de baixo contraste que se aproximam das lentes que utiliza em suas Leicas. Além disto, o filme 220 utilizado nas Pentax 645 apresenta um nível e qualidade de prata a muito abandonado pelas 35mm em favor do baixo preço e, consequentemente, baixa qualidade.
Da Pentax 645 analógica para o digital foi um pulo. A virada se deu no início do projeto Genesis. Salgado e seu assistente teriam que percorrer o mundo, passando por múltiplos países e aeroportos e carregando consigo cerca de 600 rolos de filme 220, ou aproximadamente 30 kilos de filme! E tinham que fazer isto após os atentados de 11/09, diante das novas medidas de segurança adotadas pelos aeroportos do mundo todo. Passar com os negtivos expostos por um scaner de raio-X mais que 2 ou 3 vezes simplesmente ocasionava tamanha degradação ao grão e contraste do médio-formato, que o colocava num patamar de qualidade final inferior àquele apresentado por um negativo 35mm tradicional. Ou seja, inviabilizava justamente o que se queria obter com a nova Pentax 645: a impressão em grande formato.
A solução foi experimentar o uso de um back digital na Pentax 645, que Salgado confessa, deixou-o impressionado. Mas uma médio-formato com back digital traz um grande inconveniente: é grande demais para o tipo de trabalho a que se propõe Salgado. A saída, e prestem bem atenção nisto, foi utilizar uma Canon 1Ds Mark III: “poderosos 21 megapixels” diz. E ao invés de 30 kilos de filme, carrega agora meros “1.5k em cartões digitais”.
Mas sua verdadeira excitação não esta com a Canon 1Ds e sim com a nova Leica S2 divulgada aqui no fotozine como uma média-formato num corpinho de 35mm. Salgado acredita que esta câmera vai superar todas as expectativas ao ser capaz de registrar uma imagem de médio-formato num corpo compacto e fazendo uso das inigualáveis e igualmente compactas objetivas da Leica.
A adoção da digital porém não alterou a rotina de Salgado. Ele continua trabalhando com P&B e ainda insiste em gerar tiras de prova à moda clássica.
As fotos a seguir compõem o ensaio Noir Blanc, de Marie Hippenmeyer. Registradas com uma câmera digital, insistem em preservar a feição analógica.
P.S.: Caro Marcelo, convenha que o ensaio de juventude que julgaste ingênuo, foi de fato de vanguarda.
“Se quer ser um fotógrafo, fotografe 10 horas ao dia ao invés de gastar 5 horas retocando fotos sem qualidade e que nem você gostará.”
Esta frase plena de sentido e que insiste em não ser aceita por muita gente, foi pronunciada em uma simpática entrevista com Martin Schoeller, o fotógrafo da famosa série Close Up – não apenas cuidadosamente fotografada mas também cuidadosamente retocada – e que pode ser conferida aqui neste site (clique em Martin Schoeller na parte inferior do site).

















