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	<title>fotozine &#187; Estética</title>
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		<title>Manual do Photomatix Pro em português!</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 21:20:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Software]]></category>
		<category><![CDATA[Técnica]]></category>
		<category><![CDATA[hdr]]></category>

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		<description><![CDATA[Dizem que gosto não se discute, mas &#8220;mau gosto&#8221; pode e deve ser discutido assim como eliminado. Parte significativa das fotografias HDR (High Dynamic Range) que encontramos por aí são simplesmente detestáveis.
Não, não falo mal da tecnologia/técnica por detrás do HDR. Pelo contrário, considero-a da maior valia. Problema mesmo é aqueles que se valem de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem que gosto não se discute, mas &#8220;mau gosto&#8221; pode e deve ser discutido assim como eliminado. Parte significativa das fotografias HDR (High Dynamic Range) que encontramos por aí são simplesmente detestáveis.</p>
<p>Não, não falo mal da tecnologia/técnica por detrás do HDR. Pelo contrário, considero-a da maior valia. Problema mesmo é aqueles que se valem de tal funcionalidade para, exagerando seus recursos, criar fotografias do mais péssimo gosto, com <em>halos</em> por toda parte, <em>noise</em> excessivo e horrenda saturação. É um problema de percepção de mundo, de educação estética e também de técnica, ou melhor dizendo, de falta de técnica.</p>
<p>Que o diga o fotógrafo EduChaves (<a href="http://twitter.com/educhaves2">@educhaves2</a>), que encara esta problemática até com maior gravidade:</p>
<p><em>&#8220;Vi poucos &#8216;trabalhos&#8217; em que se justifica o uso do HDR. E a maioria é: estava ruim e ficou pior com HDR.&#8221;</em></p>
<p>Para tentar reverter esta situação, EduChaves se propôs e executou uma primorosa tarefa: traduziu para o português todo o manual de um dos mais importantes e completos softwares de criação de HDR, o Photomatix Pro.</p>
<p><em>&#8220;Vamos usar da maneira correta o HDR. Ele é ferramenta, não é solução e não deve ser restrito a poucos.&#8221;</em></p>
<p>E a tradução da ferramenta foi mesmo primorosa. EduChaves tomou o cuidado de preservar, sempre que necessário e entre parênteses, todas as expressões originais em inglês de modo a eliminar eventuais dúvidas. Ao mesmo tempo, e com muito bom senso, também manteve em inglês todos aqueles termos fotográficos já consagrados, percebendo que sua tradução traria mais prejuízo do que benefício. Um trabalho atento e limpo que só poderia ser bem realizado por quem entende do assunto.</p>
<p>O Manual Photomatix em Português (PDF &#8211; 500KB) pode ser baixado na <a href="http://www.hdrsoft.com/support/index.html">seção de suporte</a> do website do Photomatix Pro assim como a partir do <a href="http://www.multimediaphoto.com/doc/manual/pt/manualportuguesphotomatixpro.pdf">link direto</a>.</p>
<p>E EduChaves já adianta: vem aí o Photomatix Pro 4.0 e com ele o novo manual também traduzido, seguido de workshops gratuitos que ocorrerão aqui no Brasil.</p>
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		<title>Genesis, novo trabalho de Sebastião Salgado</title>
		<link>http://www.fotozine.com.br/2009/05/genesis-novo-trabalho-de-sebastiao-salgado.html</link>
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		<pubDate>Sun, 31 May 2009 16:55:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Equipamento]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[canon]]></category>
		<category><![CDATA[leica]]></category>

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		<description><![CDATA[
Sebastião Salgado está em Los Angeles durante este mês de maio e junho para levantar fundos, conceder entrevistas durante as exposições do Africa e também trazer luz sobre seu mais novo projeto, Genesis, chamado pela mídia especializada como um trabalho épico.
Vida primitiva
Genesis representa um novo capítulo da vida do fotógrafo, marcado por uma &#8220;volta a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2009/05/31fink_6001.jpg" rel="lightbox[1460]"><img class="size-full wp-image-1471 aligncenter" title="Salgado durante exposição Africa" src="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2009/05/31fink_6001.jpg" alt="Salgado durante exposição Africa" width="540" height="329" /></a></p>
<p>Sebastião Salgado está em Los Angeles durante este mês de maio e junho para levantar fundos, conceder entrevistas durante as exposições do <em>Africa</em> e também trazer luz sobre seu mais novo projeto, <em>Genesis</em>, chamado pela mídia especializada como um <a href="http://www.nytimes.com/2009/05/31/arts/design/31fink.html?_r=2">trabalho épico</a>.</p>
<h3>Vida primitiva</h3>
<p><em>Genesis</em> representa um novo capítulo da vida do fotógrafo, marcado por uma &#8220;volta a natureza&#8221;. De fato, Salgado está percorrendo o globo terrestre em busca de cenas inauditas, registrando a presentaça de natureza ainda selvagem existentes no planeta. Ou como prefere dizer, em busca de &#8220;vida primitiva&#8221;.</p>
<p>Segundo Salgado, o planeta ainda apresenta 40% de sua área tal como se observava a 5 ou 12 mil anos atrás. Sua proposta no <em>Genesis</em> consiste precisamente, e mais uma vez, em preservar esta vida primitiva. Mas desta vez preservando-a também em sua fotografia.</p>
<p><a href="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2009/05/salgado41.jpg" rel="lightbox[1460]"><img class="alignleft size-full wp-image-1480" style="border: 1px solid black; margin: 10px;" title="An iceberg in Antartica, photographed in 2005." src="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2009/05/salgado41.jpg" alt="An iceberg in Antartica, photographed in 2005." width="216" height="157" /></a>E vai longe para encontrar tais vestígios. Do Alasca ao Sahara, de Galápagos a Africa, Salgado já percorreu 20 diferentes regiões e 5 continentes apenas nos primeiros 4 anos de projeto. A meta final é gerar 32 ensaios até 2012 e então inaugurar uma fase de exibições que abrange grandes parques e museus: &#8220;Meu sonho é mostrar o trabalho no <em>Central Park</em>, não em um prédio qualquer mas fora, entre as árvores do parque&#8221;.</p>
<h3>Salgado ativista</h3>
<p>Durante o trabalho Salgado carrega consigo um telefone via satélite e foi com este aparelho que ficou sabendo da vitória de Obama em novembro passado: &#8220;uma vitória para o planeta&#8221; afirma. Interessante mas previsível. Afinal de contas, não é novidade que Sebastião Salgado vá além da mera &#8220;fotógrafia descompromissada&#8221; para descer de cima do muro, escolher um lado e abraçar causas progressistas, como o movimento dos trabalhadores sem terra (MST), a campanha e posterior apoio a Lula, as iniciativas de preservação de espécies e matas nativas (veja http://institutoterra.org/, de fundação sua e de sua esposa), entre outros.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="349" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/G6fRykp6nRQ&amp;border=1&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/v/G6fRykp6nRQ&amp;border=1&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h3>Salgado digital</h3>
<p>Em uma das primeiras entrevistas concedidas ainda no início de maio, Salgado mencionou a adoção de uma câmera digital para a execucação do projeto <em>Genesis</em>. Parte da platéia &#8211; o lado purista, digamos &#8211; torceu o nariz e soltou exclamações. Dias depois, em outra entrevista, Salgado explica que a mudança para o digital ocorreu por múltiplas necessidades.</p>
<p><a href="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2009/05/salgado1.jpg" rel="lightbox[1460]"><img class="alignleft size-full wp-image-1472" style="border: 1px solid black; margin: 10px;" title="An Evening with Sebastião Salgado" src="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2009/05/salgado1.jpg" alt="An Evening with Sebastião Salgado" width="142" height="216" /></a>Durante a execução do projeto <em>Africa</em>, Salgado já havia percebido que algumas das cenas registradas pediam grandes impressões. Todavia a Leica, sua tradicional parceira de guerra, não possibilitava ir além de certo tamanho de impressão. Na época Salgado decidiu-se então por uma Pentax 645 e suas objetivas de baixo contraste que se aproximam das lentes que utiliza em suas Leicas. Além disto, o filme 220 utilizado nas Pentax 645 apresenta um nível e qualidade de prata a muito abandonado pelas 35mm em favor do baixo preço e, consequentemente, baixa qualidade.</p>
<p>Da Pentax 645 analógica para o digital foi um pulo. A virada se deu no início do projeto <em>Genesis</em>. Salgado e seu assistente teriam que percorrer o mundo, passando por múltiplos países e aeroportos e carregando consigo cerca de 600 rolos de filme 220, ou aproximadamente 30 kilos de filme! E tinham que fazer isto após os atentados de 11/09, diante das novas medidas de segurança adotadas pelos aeroportos do mundo todo. Passar com os negtivos expostos por um scaner de raio-X mais que 2 ou 3 vezes simplesmente ocasionava tamanha degradação ao grão e contraste do médio-formato, que o colocava num patamar de qualidade final inferior àquele apresentado por um negativo 35mm tradicional. Ou seja, inviabilizava justamente o que se queria obter com a nova Pentax 645: a impressão em grande formato.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2009/05/salgado81.jpg" rel="lightbox[1460]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1483" style="border: 1px solid black;" title="Herdsmen driving their cattle into a camp in southern Sudan in 2006." src="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2009/05/salgado81.jpg" alt="Herdsmen driving their cattle into a camp in southern Sudan in 2006." width="600" height="441" /></a></p>
<p>A solução foi experimentar o uso de um back digital na Pentax 645, que Salgado confessa, deixou-o impressionado. Mas uma médio-formato com back digital traz um grande inconveniente: é grande demais para o tipo de trabalho a que se propõe Salgado. A saída, e prestem bem atenção nisto, foi utilizar uma Canon 1Ds Mark III: &#8220;poderosos 21 megapixels&#8221; diz. E ao invés de 30 kilos de filme, carrega agora meros &#8220;1.5k em cartões digitais&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2009/05/salgado21.jpg" rel="lightbox[1460]"><img class="size-full wp-image-1477 alignright" style="border: 1px solid black; margin: 10px;" title="The Sand Sea in Namibia, 2005" src="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2009/05/salgado21.jpg" alt="The Sand Sea in Namibia, 2005" width="216" height="155" /></a>Mas sua verdadeira excitação não esta com a Canon 1Ds e sim com a nova Leica S2 divulgada aqui no fotozine como uma <a href="/2008/09/leica-s2-mdio-formato-num-corpinho-de.html">média-formato num corpinho de 35mm</a>. Salgado acredita que esta câmera vai superar todas as expectativas ao ser capaz de registrar uma imagem de médio-formato num corpo compacto e fazendo uso das inigualáveis e igualmente compactas objetivas da Leica.</p>
<p>A adoção da digital porém não alterou a rotina de Salgado. Ele continua trabalhando com P&amp;B e ainda insiste em gerar tiras de prova à moda clássica.</p>
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		<title>Elle sem Photoshop</title>
		<link>http://www.fotozine.com.br/2009/04/elle-sem-photoshop.html</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Apr 2009 19:32:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Não está convencido de que a fotografia (ainda) é mais importante que o Photoshop?
Então confira as capas da Elle francesa, que ousou (palavra da moda) expor Monica Belluci, Eva Herzigova e Sophie Marceau em carne e osso, isto é, sem maquiagem, sem cabelereiro e sem&#8230; Photoshop.




]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não está convencido de que a fotografia (ainda) é mais importante que o Photoshop?</p>
<p>Então confira as capas da Elle francesa, que ousou (palavra da moda) expor Monica Belluci, Eva Herzigova e Sophie Marceau em carne e osso, isto é, sem maquiagem, sem cabelereiro e sem&#8230; Photoshop.</p>
<p style="text-align: center;">
<a href="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2009/04/no-makeup-french-elle-11.jpg" rel="lightbox[1366]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1367" title="Foto: capa de Elle com Monica Belluci" src="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2009/04/no-makeup-french-elle-11.jpg" alt="Foto: capa de Elle com Monica Belluci" width="342" height="450" /></a><br />
<a href="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2009/04/no-makeup-french-elle-21.png" rel="lightbox[1366]"><img class="size-full wp-image-1368 aligncenter" title="Foto: capa de Elle com Eva Herzigova" src="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2009/04/no-makeup-french-elle-21.png" alt="Foto: capa de Elle com Eva Herzigova" width="343" height="450" /></a><br />
<a href="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2009/04/no-makeup-french-elle-31.png" rel="lightbox[1366]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1369" title="Foto: capa de Elle com Sophie Marceau" src="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2009/04/no-makeup-french-elle-31.png" alt="Foto: capa de Elle com Sophie Marceau" width="340" height="450" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Padrão e repetição, por Reuters</title>
		<link>http://www.fotozine.com.br/2009/01/padro-e-repetio.html</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 17:44:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito bacana esta galeria de fotos da Reuters:
Photo technique: repeat after me
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bacana esta galeria de fotos da Reuters:</p>
<h1 id="slideshowTitle"><em><a href="http://www.reuters.com/news/pictures/rpSlideshows?articleId=USRTR23451#a=1">Photo technique: repeat after me</a></em></h1>
]]></content:encoded>
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		<title>JulioC e composição aplicada</title>
		<link>http://www.fotozine.com.br/2009/01/julioc-e-composio-aplicada.html</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 10:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dias atrás encontrei um fotoblog interessante, coisa rara de se ver.
Trata-se de Julio Carmo &#8211; JulioC, como prefere assinar &#8211; e suas fotos com temática simples mas com excelente ênfase em composição, enquadradas com a consciente intenção de proporcionar a melhor visão ao expectador.
Veja a foto abaixo, denominada &#8220;low tide&#8221;, uma imagem bem equilibrada onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dias atrás encontrei um fotoblog interessante, coisa rara de se ver.</p>
<p>Trata-se de <a href="http://cjulio.blogspot.com/">Julio Carmo</a> &#8211; JulioC, como prefere assinar &#8211; e suas fotos com temática simples mas com excelente ênfase em composição, enquadradas com a consciente intenção de proporcionar a melhor visão ao expectador.<span id="more-334"></span></p>
<p>Veja a foto abaixo, denominada &#8220;low tide&#8221;, uma imagem bem equilibrada onde observamos ao menos duas regras clássicas de composição sendo cuidadosamente observadas: regra dos terços, já conhecida por todos e que estabelece a colocação do objeto principal em determinada interseção imaginária de pontos da imagem, e a regra do horizonte (será este o nome?!) que sugere a colocação da linha de horizonte no terço superior ou inferior, de modo a oferecer uma composição não-monótona e enfática.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://cjulio.blogspot.com/2008/11/low-tide.html" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3205/3016541279_77dcc664fa.jpg" border="0" alt="3016541279 77dcc664fa JulioC e composição aplicada" width="420" height="310" title="JulioC e composição aplicada" /></a></div>
<p>Não foram porém as regras que me chamaram a atenção e sim o uso criativo que <a href="http://cjulio.blogspot.com/">Julio</a> fez delas, ilustrado pelo equilibrio gerado também a partir da oposição de objetos. De um lado a linha de horizonte superior, que separa mar e céu, e abaixo a linha inferior que separa ceu e mar. De outro, a oposição ou balanço, como preferirem, entre dois objetos temáticos: o barco, colocado no terço inferior esquerdo e o sol, posto no terço superior direito.</p>
<p>A navegação pelo blog de <a href="http://cjulio.blogspot.com/">Julio Carmo</a> oferece outras experiências de enquadramento, todas de fundamental importância para uma boa fotografia, responsáveis por tornar interessante mesmo os temas mais simples e corriqueiros.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>De volta ao básico &#8211; Percepção de cor e a fotografia</title>
		<link>http://www.fotozine.com.br/2008/09/de-volta-ao-bsico-percepo-de-cor-e.html</link>
		<comments>http://www.fotozine.com.br/2008/09/de-volta-ao-bsico-percepo-de-cor-e.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 00:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Técnica]]></category>

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		<description><![CDATA[

Observando a imagem acima, você acreditaria que o quadrado A e o quadrado B possuem exatamente a mesma gradação de cinza, em outras palavras são de mesma cor? Evidentemente que não. Afinal de contas, e como já se tornou hábito dizer, os olhos não mentem, não é mesmo?!
Olhe novamente, desta vez com o auxílio de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="/wp-content/uploads/blogger/_yy5oBqtbf6A/SN_aTo5hFYI/AAAAAAAAAd8/CDP_sVn64MA/s1600/big/checkershadow_illusion4full.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" rel="lightbox[193]"><img border="0" src="/wp-content/uploads/blogger/_yy5oBqtbf6A/SN_aTo5hFYI/AAAAAAAAAd8/SR_88fH5krA/s400-R/thumb/checkershadow_illusion4full.jpg" title="De volta ao básico   Percepção de cor e a fotografia" alt="checkershadow illusion4full De volta ao básico   Percepção de cor e a fotografia" /></a></div>
<p>Observando a imagem acima, você acreditaria que o quadrado A e o quadrado B possuem exatamente a mesma gradação de cinza, em outras palavras são de mesma cor? Evidentemente que não. Afinal de contas, e como já se tornou hábito dizer, os olhos não mentem, não é mesmo?!</p>
<p>Olhe novamente, desta vez com o auxílio de duas faixas adicionais, que permitirão verificar se o que constatamos na imagem acima é verdadeiro ou não:</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="/wp-content/uploads/blogger/_yy5oBqtbf6A/SN_bc9clYgI/AAAAAAAAAeE/9O1LxplEqeo/s1600/big/checkershadow_proof4full.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" rel="lightbox[193]"><img border="0" src="/wp-content/uploads/blogger/_yy5oBqtbf6A/SN_bc9clYgI/AAAAAAAAAeE/9axkyc-ADA4/s400-R/thumb/checkershadow_proof4full.jpg" title="De volta ao básico   Percepção de cor e a fotografia" alt="checkershadow proof4full De volta ao básico   Percepção de cor e a fotografia" /></a></div>
<p>
Ops, as faixas demonstram o contrário do que nossos olhos afirmavam. Quadrados A e B possuem exatamente a mesma tonalidade e cor! O criador desta ilusão, Edward H. Adelson, <a href="http://web.mit.edu/persci/people/adelson/checkershadow_description.html">explica o fenômeno aqui</a>.</p>
<p>Se o exemplo acima soa artificial e hipotético, sem muito paralelo com a realidade, então assista ao vídeo abaixo, recém produzido pela Apple. Ele ilustra de modo símples e intuitívo, as ilusões a que nossos olhos estão sujeitos quando o assunto é cor e contraste:</p>
<div style="text-align: center;"><object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Rab5l5SDm3I&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Rab5l5SDm3I&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></div>
<p>
Para nós, fotógrafos, o que interessa notar é que nossos olhos, a despeito de toda perfeição que apresentam, cometem equívocos que podem se refletir na avaliação que fazemos acerca de nossas fotografias e do tratamento que precisam receber: na determinação do branco e do preto na imagem, no ajuste de white-balance, na percepção de color cast e mesmo na percepção de cores em geral.</p>
<div style="text-align: left;">Nisto reside o principal argumento que condena a calibração de monitores baseada na técnica do &#8220;olhômetro&#8221;, isto é, do ajuste de cor, contraste e brilho de um monitor realizados manualmente, sem o auxílio de equipamento de medição adequado (colorímetro) e avaliados pura ou simplesmente pelo olho humano (mesmo que contando com o auxílio de softwares como o Adobe Gamma). O mesmo se aplica a outros meios que não a tela do computador, como se dá com a impressão em papel, aonde se impõe o desafio de traduzir cores em espaços mais limitados de cor além do clássico problema da fidelidade de preto e branco.</div>
<div style="text-align: left;"></div>
<div style="text-align: left;">
É também esta consideração que faz com que grande parte dos softwares voltados ao tratamento de imagens, não passem de softwares amadores no que diz respeito a fidelidade de cor. Esta é uma das maiores críticas que faço ao Lightroom, LightZone, Bibile Labs e tantos outros programas, pois deixam exclusivamente a cargo do olho do fotógrafo a determinação da cor que melhor represente a cena e oferecem ferramentas de análise e correção ainda por demais rudimentares e imprecisas.</div>
<div style="text-align: left;"></div>
<p>
Para muitos porém, isto tudo não passa de preciosismos acadêmicos. Creio, todavia, que é este preciosismo, este cuidado apurado com a cor da foto, que diferencia antes de mais nada o trabalho profissional, de qualidade, do trabalho amador.</p>
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		<title>Bak Magazine</title>
		<link>http://www.fotozine.com.br/2008/08/bak-magazine.html</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 00:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Bak, magazine online de design e arte, chega a 13º edição trazendo entrevistas com nada mais nada menos que:
* Adrzej Dragan
* Jill Greenberg 
* Chris Anthony 
* e Tomás Munita!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bakdergisi.com/" imageanchor="1" style="border: 0pt none ; background-color: transparent; clear: left; margin-bottom: 1em; float: left; margin-right: 1em;"><img src="/wp-content/uploads/blogger/_yy5oBqtbf6A/SJuTuJuJefI/AAAAAAAAASw/VB5-oDdXC4Y/s200-R/thumb/218-13k_kapak.jpg" style="border: 0pt none ;" title="Bak Magazine" alt="218 13k kapak Bak Magazine" /></a><a href="http://www.bakdergisi.com/">Bak</a>, magazine online de design e arte, chega a <a href="http://www.bakdergisi.com/index.php?sayfa=index&amp;language=en">13º edição</a> trazendo entrevistas com nada mais nada menos que:</p>
<p>* <a href="http://www.bakdergisi.com/index.php?sayfa=RoportajGoster&amp;roportajid=104">Adrzej Dragan</a><br />
* <a href="http://www.bakdergisi.com/index.php?sayfa=RoportajGoster&amp;roportajid=109">Jill Greenberg</a> <br />
* <a href="http://www.bakdergisi.com/index.php?sayfa=RoportajGoster&amp;roportajid=105">Chris Anthony</a> <br />
* e <a href="http://www.bakdergisi.com/index.php?sayfa=RoportajGoster&amp;roportajid=106">Tomás Munita</a>!</p>
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		<title>Misha Gordin</title>
		<link>http://www.fotozine.com.br/2008/08/misha-gordin.html</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 16:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Para reforçar e, por que não, comemorar o novo design minimalista deste blog, apresento-lhes Misha Gordin e sua fotografia conceitual, minimalista na forma e grande na concepção.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="/wp-content/uploads/blogger/_yy5oBqtbf6A/SJdEpCplgtI/AAAAAAAAASU/XyJBESgFvFw/s1600/big/Fallen1.JPG" rel="lightbox[139]"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="/wp-content/uploads/blogger/_yy5oBqtbf6A/SJdEpCplgtI/AAAAAAAAASU/XyJBESgFvFw/s400/thumb/Fallen1.JPG" alt=" Misha Gordin" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230724964090741458" border="0" title="Misha Gordin" /></a><br />Para reforçar e, por que não, comemorar o novo design minimalista deste blog, apresento-lhes <a href="http://bsimple.com/">Misha Gordin</a> e sua fotografia conceitual, minimalista na forma e grande na concepção.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O tipo de luz do Strobist</title>
		<link>http://www.fotozine.com.br/2008/07/o-tipo-de-luz-do-strobist.html</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Jul 2008 20:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Técnica]]></category>
		<category><![CDATA[iluminação]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos sabem que gosto das idéias e sugestões de David, o Strobist. E até cheguei a me declarar seu fã, ainda que eu não saiba bem o que isto signifique e, de fato, não tenha maior importância para o assunto. Sou fã mesmo é de soluções simples e eficientes, notadamente soluções portáteis e de fácil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos sabem que gosto das idéias e sugestões de David, o <a href="http://strobist.blogspot.com/">Strobist</a>. E até cheguei a me declarar seu fã, ainda que eu não saiba bem o que isto signifique e, de fato, não tenha maior importância para o assunto. Sou fã mesmo é de soluções simples e eficientes, notadamente soluções portáteis e de fácil transporte. E no Strobist encontrei boas indicações para montar um <span style="font-style: italic;">setup</span> de luz mais adequado a esta linha de pensamento.</p>
<p>Por outro lado, já manifestei anteriormente o fato de que o Strobist não é uma boa referência para entender a luz, seus princípios, seu comportamento e sua aplicabilidade, no que diz respeito àquilo que interessa a um fotógrafo, que seja, produzir boas fotos, adequadamente iluminadas de acordo com esta ou aquela concepcão estética ou necessidade. Isto é de grande importância pois paira um certo julgamento acerca do Strobist, no mínimo equivocado e que pode levar a um beco, senão sem saída, ao menos com muitos percalços e desencontros.</p>
<p>Enfim, para encurtar o assunto e situar logo a discussão, <span style="font-weight: bold;">as propostas do Strobist não se constituem em uma teoria, técnica de iluminação ou de fotografia nem tampouco em uma estética da luz ou da fotografia</span>.</p>
<p>De fato, o máximo a que o Strobist se aproxima é de um conjunto de dicas e truques que, na melhor das possibilidades, pode receber o título de <span style="font-style: italic;">modo operandis</span>. Modo este todo calcado, vale frisar, no uso de flashes e de acessórios portáteis, que os complementem. Se por vez ou outra, transparece em seus textos alguma discussão a respeito do comportamento da luz, sua qualidade, e outros aspectos mais, estes não passa de rabiscos e apontes, muitas vezes imprecisos, de uma teoria mais ampla e mais sólida que pode, e mesmo deve, ser buscada longe do Strobist, em trabalhos como <a href="http://fotozine.blogspot.com/2008/07/livros-que-recomendo.html">Light, Science and Magic</a> e <a href="http://www.amazon.com/Matters-Light-Depth-Creating-Memorable/dp/1879174030">Matters of Light and Depth</a>. Porém, isto não significa dizer que o Strobist não entenda de técnica. O que lhe falta é organização e didática para tratar do assunto (não que o Strobist ou seus fãs pensem assim &#8211; a admiração e auto-admiração por vezes ofusca a visão e em terra de cego quem tem um olho é rei).</p>
<p>Do outro lado, o Strobist tampouco pode ser confundido com uma estética da luz ou da fotografia, muitas vezes resumida na expressão &#8220;tipo de luz do Strobist&#8221;, que costuma ser usada de modo jocoso. Antes de mais nada torna-se necessário avaliar o trabalho fotográfico desenvolvido pelo próprio Strobist para se ganhar alguma dimensão acerca daquilo que seria sua estética ou seu &#8220;tipo de luz&#8221;. Somente a partir de uma tal análise poderiamos determinar se tal crítica é de fato justa.</p>
<p>É verdade que suas fotos, no mais, não apresentam nada de assombroso. Trata-se, poderiamos dizer, de um fotógrafo profissional mediano, que apresenta boa qualidade, mas que não se diferencia significativamente de milhares de outros fotógrafos que, não seguindo seus preceitos e receitas, e sequer fazendo uso de flashes portáteis, realizam trabalhos muito similares. Mas não é necessário aqui realizar longas dissertações bastando se familiarizar com as fotos registradas por David, para rapidamente reconhecer que não há um &#8220;tipo de luz&#8221; que defina seu trabalho. O Strobist é experiente o suficiente para, a partir de flashes portáteis, produzir as mais variegadas qualidades de luz e gerar resultados estéticos diversos.</p>
<p>De fato, a crítica se instaurou não propriamente sobre o trabalho desenvolvido pelo Strobist. Este, como já dito acima, é capaz de produzir fotos com qualidades diversas de luz e que, ao serem melhor analisadas, demonstram não existir um único &#8220;tipo de luz&#8221;. Este, porém, não é caso de seus discípulos, fãs e afins. Uma rápida passeada pelas fotos registradas por strobistas esclarecerá o problema e denunciará a origem da crítica que, injustamente, recebe. Ao se analisar as fotos de discípulos strobistas, rapidamente se identifica uma certa uniformidade na luz, um certo white-balance que insiste em se fazer presente na maioria das fotos, uma certa temática que se repete <span style="font-style: italic;">ad-infinitum</span> e que, relacionados, parecem corroborar a teoria de um tipo específico de luz que define o &#8220;strobismo&#8221;.</p>
<p>O problema decorre, em parte, em função do trabalho progressivo que o Strobist vem fazendo em seu blog, e que consiste em ir apresentando de tempos em tempos certas dicas e as vezes até técnicas de luz, propostas como exercícios a serem aplicados por seus discípulos strobistas nos <span style="font-style: italic;">assignments</span>, palavra da língua inglesa que se traduz, neste caso, em missão ou tarefa. E imediamente, surgem centenas, talvez milhares de fotógrafos, cumprindo a missão de explorar tais dicas e técnicas. Mas aqui exageramos. Explorar é palavra forte demais. Na prática ocorrem inúmeras variações do mesmo tema, gerando imediatamente a impressão de que no mundo strobista não é possível fazer outra coisa senão o mesmo tipo de foto, com as mesmíssimas características de luz, repetido <span style="font-style: italic;">ad nausea</span>. Ocorrência perfeitamente natural num processo de aprendizado mas que nas mãos de alguns se transforma em crítica ao ser subtraído do contexto em que tal processo ocorre.</p>
<p>Um destes casos ganhou vultuosidade. Trata-se do fotoblog <a href="http://www.stateofthenation.co.nz/">State Of The Nation</a>, de autoria de Brent Williamson, fotógrafo de casamento e strobista nas horas vagas. Brent ganhou notoriedade depois de ser <a href="http://strobist.blogspot.com/2007/07/simple-light.html">citado positivamente</a> pelo &#8220;mestre&#8221; ao colocar em prática um de seus <span style="font-style: italic;">assignments</span>. Tratava-se de utilizar uma técnica específica e particular de balancear a luz natural com luz de flash, acrescida de uma certa concepção minimalista que vem ganhando cada vez mais adeptos e que consiste em utilizar o mínimo de recursos para produzir uma foto. Na época Brent conduzia um projeto denominado &#8220;365 dias&#8221;, ou seja, havia assumido a modinha européia de postar em seu fotoblog uma foto nova por dia, todos os dias, durante um ano inteiro. E para este fim, resolveu abraçar a dica técnica oferecida pelo Strobist, aplicando-a em uma série de retratos que foram se repetindo, dia após dia, no mesmo fundo e com o mesmo princípio minimalista de utilizar um ou no máximo dois flashes portáteis à luz do dia. A técnica é interessante e aplica-se bem em muitos casos, de acordo com certas condições de luz e intenção do fotógrafo. Todavia, adotá-la como prática efetivamente diária, repetindo-a por 365 dias no ano, só poderia gerar trabalhos com <a href="http://fotozine.blogspot.com/2008/02/ento-voc-quer-montar-um-fotoblog.html">excessiva padronização, repetitivos e enfadonhos</a>. Estava preparado o terreno para uma crítica dura e perfeitamente válida. Porém, curiosamente, esta não se dirigiu ao trabalho de Brent Williamson, mas para David, o Strobist, acusado de produzir uma &#8220;técnica que sempre gera o mesmo tipo de luz&#8221;.</p>
<p>A situação agrava-se ainda mais por conta do objetivo, velado ou não, que muitos strobistas perseguem de tentar extrair uma técnica unificadora e sólida a partir dos posts, muitas vezes descordenados e confusos, do Strobist. Como já discutimos antes, o Strobist não se constitui em técnica e pode, no melhor dos casos, ser encarado como um conjunto de dicas e truques úteis. Tentar extrair técnica sólida de tal conteúdo, é dar com os burros n&#8217;agua. Uma olhadela nas discussões e fotos de membros do <a href="http://www.flickr.com/groups/strobist/discuss/">grupo Strobist no Flickr</a> será suficiente para se situar no problema.</p>
<p><span style="font-size: large; font-weight: bold;">O tipo de luz do Strobist</span></p>
<p>O grande mérito do Strobist reside em desenvolver e aplicar profissionalmente a concepção de utilizar equipamento de luz extremamente portátil. Ele não se limitou a apenas indicar a possibilidde (antes dele outros já o fizeram), mas foi além, elaborando e coletando soluções amplas, abrangentes e muito, mas muito baratas, que dão conta eficientemente de toda uma série de problemas decorrentes do uso dos pequenos flashes.</p>
<p>Parece tratar-se de uma contribuição modesta demais para o alarde que ele, o Strobist, ocasiona. Mas a realidade vem mostrando que não. A concepção de usar equipamento de luz portátil e simples, tornada realidade e aplicada cotidianamente não por um iniciante ou amador qualquer, mas por um profissional da fotografia, faz com que o assunto ganhe toda a seriedade que necessita para ser abraçada por fotógrafos do mundo todo. Aliado ao baixo custo de equipamento abre a porta para que uma infinidade de novos fotógrafos adentrem o mercado de trabalho produzindo fotografias com uma qualidade aceitável senão melhor, e a um custo significativamente inferior a aquele cobrado por renomados profissionais e suas máquinas maravilhosas. É nisso que reside sua contribuição e originalidade, este é o &#8220;tipo de luz&#8221; que o Strobist oferece sobre o assunto e é precisamente isto que o fotógrafo interessado e astuto irá encontrar ao ler o Strobist.</p>
<p>P.S.: Evidentemente que não precisamos entrar no mérido do incômodo que isto causa aos fotógrafos profissionais. Estão aí no mercado a anos, com seus enormes estúdios repletos de caríssimos Digiflashes, Photoflex, Browens e Elinchrons, e ainda que explicitamente não o assumam, se sentem seriamente ameaçados por esta nova geração de strobistas, que gradativamente vão conquistando espaço no mercado e, para usar uma expressão mesquinha, comendo o bolo pelas beiradas. Creio mesmo que o próprio David Strobist tenha vivenciado tal experiência ao perceber que nos últimos anos o mercado vem mostrando visíveis sinais de que &#8220;não está para peixe&#8221;, ainda mais em se tratando do saturado mercado americano, colocando-se na ordem do dia, para o bem da sobrevivência, diversificar a atuação. Diversificação, por sua vez, que mais e mais fotógrafos americanos adotam. No caso do David isto fica bastante visível com o tratamento comercial que confere a seu pseudônimo e idéias, que abrange não apenas um blog e forum, mas ainda seminários, cursos em DVD e parcerias comerciais. E não só lá, como aqui no Brasil, já se observa de tempos o mesmo fenômeno, em que renomados fotógrafos diversificam sua atividade escrevendo livros, ministrando cursos e palestras, coordenando associações e desenvolvendo parcerias comerciais.</p>
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		<title>Denis Darzacq</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 19:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Para aqueles que não sabem fotografar sem Photoshop, nada como conferir as fotos de Denis Darzacq.
Intrigante? O vídeo abaixo esclarecerá melhor o assunto.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para aqueles que não sabem fotografar sem Photoshop, nada como conferir as fotos de <a href="http://www.agencevu.com/stories/index.php?id=180&amp;p=23">Denis Darzacq</a>.</p>
<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="/wp-content/uploads/blogger/_yy5oBqtbf6A/SG_OsrfuzNI/AAAAAAAAAQI/HiuGBoE8OHA/s1600/big/denis-darzacq.jpg" rel="lightbox[126]"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="/wp-content/uploads/blogger/_yy5oBqtbf6A/SG_OsrfuzNI/AAAAAAAAAQI/HiuGBoE8OHA/s400/thumb/denis-darzacq.jpg" alt="denis darzacq Denis Darzacq" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219617760131075282" border="0" title="Denis Darzacq" /></a><br />Intrigante? O vídeo abaixo esclarecerá melhor o assunto.</p>
<p><center><br /><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5HonzF8LbLE&amp;rel=0&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01&amp;hl=en"><param name="wmode" value="transparent"><embed src="http://www.youtube.com/v/5HonzF8LbLE&amp;rel=0&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="344"></embed></object><br /></center></p>
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		<title>Livros que recomendo</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 19:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Técnica]]></category>
		<category><![CDATA[iluminação]]></category>

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		<description><![CDATA[Light: Science and Magic: An Introduction to Photographic Lighting
Discute princípios de iluminação de estúdio, com grande destaque para still, mas também abordando seriamente elementos chaves de retratos (tanto em estúdio quanto fora dele). Não traz um buzilhão de esquemas de luz pré-fabricados. Pelo contrário. Discute a lógica da luz, a lógica da iluminação, apresenta soluções [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="/wp-content/uploads/blogger/_yy5oBqtbf6A/SG_J6li7MfI/AAAAAAAAAPo/MIyUe0JeKbU/s1600/big/light1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" rel="lightbox[125]"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219612501493887474" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="/wp-content/uploads/blogger/_yy5oBqtbf6A/SG_J6li7MfI/AAAAAAAAAPo/MIyUe0JeKbU/s200/thumb/light1.jpg" border="0" alt="light1 Livros que recomendo"  title="Livros que recomendo" /></a><a href="http://www.amazon.com/Light-Science-Introduction-Photographic-Lighting/dp/0240808193/ref=pd_bbs_sr_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1215177167&amp;sr=8-1"><strong>Light: Science and Magic: An Introduction to Photographic Lighting</strong></a></p>
<p>Discute princípios de iluminação de estúdio, com grande destaque para still, mas também abordando seriamente elementos chaves de retratos (tanto em estúdio quanto fora dele). Não traz um buzilhão de esquemas de luz pré-fabricados. Pelo contrário. Discute a lógica da luz, a lógica da iluminação, apresenta soluções adaptáveis para inúmeras situaçoes, ensina a raciocinar e instrumentaliza o fotógrafo com ferramentas que podem ser aplicadas a diversas situações, das mais simples e banais as mais críticas (superfícies reflexivas, vidro, branco-no-branco, preto-no-preto, etc).</p>
<p>A meu ver, este é um livro indispensável, de cabeceira. Não para ser meramente lido, mas para ser seriamente estudado.</p>
<p>Está em sua terceira edição mas boatos afirmam que a primeira edição, que não se distingue em praticamente nada da última &#8211; posso garantir pois lí as duas &#8211; está disponível para download em formato PDF em algúm canto da Internet&#8230;</p>
<p><a href="http://www.amazon.com/Photographers-Eye-Composition-Design-Digital/dp/0240809343/ref=pd_bbs_sr_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1215229029&amp;sr=8-1"><strong>The Photographer&#8217;s Eye: Composition and Design for Better Digital Photos</strong></a><a href="/wp-content/uploads/blogger/_yy5oBqtbf6A/SG_KACmYlyI/AAAAAAAAAPw/DPAw-nrwyGY/s1600/big/The_Photo_Eyes.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" rel="lightbox[125]"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219612595192370978" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="/wp-content/uploads/blogger/_yy5oBqtbf6A/SG_KACmYlyI/AAAAAAAAAPw/DPAw-nrwyGY/s200/thumb/The_Photo_Eyes.jpg" border="0" alt="The Photo Eyes Livros que recomendo"  title="Livros que recomendo" /></a></p>
<p>Este livro é inteiramente dedicado a um dos temas mais marginalizados em fotografia: design e composição. Apresenta ao leitor cada um dos aspectos da composição fotografica, analisados separadamente e também em seu conjunto, sempre ricamente ilustrados com exemplos concretos. Ensina a raciocinar em torno da imagem de modo a formar um senso e percepção aguçado, consciente e criterioso.</p>
<p>Também trata-se de livro de cabeceira e que requer estudo sério e dedicação.</p>
<p>Para além destes dois, recomendaria outros relacionados a workflow digital e Photoshop. Mas fica para a próxima.</p>
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		<title>Dragan não morreu!</title>
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		<pubDate>Sat, 31 May 2008 17:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é novidade que o mundo inteiro tentou e ainda tenta copiar Andrzej Dragan e que parte de sua técnica, se é que assim podemos denominar aquilo que caracteriza seu trabalho, foi tornando-se cada vez mais usada e abusada, inclusive por fotógrafos de renome. Também não é novidade que tais tentativas, com raríssimas excessões, mostraram-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="/wp-content/uploads/blogger/_yy5oBqtbf6A/SEGMoAF53AI/AAAAAAAAAPA/GMEPaDJ-hA0/s1600/big/dragan1.jpg" rel="lightbox[115]"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="/wp-content/uploads/blogger/_yy5oBqtbf6A/SEGMoAF53AI/AAAAAAAAAPA/GMEPaDJ-hA0/s320/thumb/dragan1.jpg" alt="dragan1 Dragan não morreu!" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206597263064423426" border="0" title="Dragan não morreu!" /></a>Não é novidade que o mundo inteiro tentou e ainda tenta copiar <a href="http://www.andrzejdragan.com/">Andrzej Dragan</a> e que parte de sua técnica, se é que assim podemos denominar aquilo que caracteriza seu trabalho, foi tornando-se cada vez mais usada e abusada, inclusive por fotógrafos de renome. Também não é novidade que tais tentativas, com raríssimas excessões, mostraram-se infrutiferas e, no mais, apenas contribuiram para banalizar a tal &#8220;técnica&#8221;, torná-la aborrecedora e, finalmente, configurá-la como mais um adjetivo para fotografia ruim e de gosto duvidoso.</p>
<p>Porém, Andrzej Dragan vem sobrevivendo, que o prove os três trabalhos ao lado, todos deste ano. <span style="text-decoration: underline;"></span>Sem dúvida engraçado e de uma qualidade que só poderia ser inputada a Dragan e a mais ninguém.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lighting for Impact</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Mar 2008 18:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Técnica]]></category>
		<category><![CDATA[iluminação]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar do título pretensioso, o artigo Lighting for Impact aborda um pequeníssimo, porém não menos importante aspecto da iluminação de retratos em estúdio denominado accent lights, considerado por muitos fotógrafos como um dos mais importantes elementos daquilo que costumamos chamar &#8220;luz profissional para retratos&#8221; e que compreende diferentes efeitos de luz: hairlight, kickers e rim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar do título pretensioso, o artigo <a href="http://www.ppmag.com/web-exclusives/2008/03/tutorial-lighting-for-impact.html">Lighting for Impact</a> aborda um pequeníssimo, porém não menos importante aspecto da iluminação de retratos em estúdio denominado accent lights, considerado por muitos fotógrafos como um dos mais importantes elementos daquilo que costumamos chamar &#8220;luz profissional para retratos&#8221; e que compreende diferentes efeitos de luz: hairlight, kickers e rim lights.</p>
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		<title>Então você quer montar um fotoblog?!</title>
		<link>http://www.fotozine.com.br/2008/02/ento-voc-quer-montar-um-fotoblog.html</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Feb 2008 15:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>

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		<description><![CDATA[Mas o que é um fotoblog?!
É um clube do bolinha&#8230;
Há uma repetição na Internet que insiste em afirmar que os fotoblogs são para a fotografia o que os blogs foram para o jornalismo. Conversa fiada a parte, fotoblog já nasce com a natureza de ser algo &#8220;de especialista para especialista&#8221;, um clube do bolinha (ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas o que é um fotoblog?!</p>
<p><span style="font-size: large; font-weight: bold;">É um clube do bolinha&#8230;</span></p>
<p>Há uma repetição na Internet que insiste em afirmar que os fotoblogs são para a fotografia o que os blogs foram para o jornalismo. Conversa fiada a parte, fotoblog já nasce com a natureza de ser algo &#8220;de especialista para especialista&#8221;, um clube do bolinha (ou luluzinha, se preferir).</p>
<p>Não, não é que eu comece o assunto embuído de preconceito em relação aos fotoblogs. E tampouco que eu seja guru ou tenha bola de cristal. Apenas sejamos sensatos. Quem gosta mesmo de fotografia é fotógrafo, gente que trabalha com fotografia (designers, editores, publicitários) e uns poucos ligados as artes. Para os demais, fotografia raramente é encarada como algo mais que mera ilustração. E não passam seu tempo visitando fotoblogs, galerias e afins.</p>
<p>É péssimo e amargo, reconheço. Sem dúvida a vida de um fotógrafo seria muito melhor se seu trabalho tivesse a mesma popularidade da música, do cinema ou mesmo da tão ignorada literatura. Mas não é o caso e creio mesmo que nunca será, não importa por quantas peripécias passe este mundo. Oh, vida cruel.</p>
<p>Quer fazer um fotoblog? Então tenha a consciência de que, ao menos por ora, vai expor a cara ao tapa não pra gente que fica maravilhada com foto sem profundidade de campo, sinônimo de foto &#8220;profissional&#8221;. Vai estar, de fato, postando para o clube do bolinha, gente que, ao menos teoricamente, tem algúm olhar crítico sobre o assunto e não se encanta com coisas banais.</p>
<p><span style="font-size: large; font-weight: bold;">Não caia na tolice de fazer fotoblog de família</span></p>
<p>Não caia no ridículo de criar um fotoblog para postar fotos do seu filhinho de 2 anos. Ele pode ser a coisa mais lindinha do mundo e você o fotógrafo mais talentoso do universo. Mas ninguém, leia com atenção, NINGUÉM em sã consciência acessa um fotoblog desses. E as únicas excessões não são excessões. Os pais não contam. Além de editores do fotoblog, são doentes pelo filho. E a avó, o único e verdadeiro visitante é, por excelência, alguém que já está meio gagá.</p>
<p>Por bondade, seja um pai-fotógrafo sensato. Não se exponha, e ao seu lindo filhinho, ao ridículo.</p>
<p><span style="font-size: large; font-weight: bold;">Mais um fotoblog de pseudo jornalismo?</span></p>
<p>Aqui no Brasil a coisa ainda é insipiente e, com raríssimas excessões, voltado praticamente para um fotojornalismo de qualidade muito duvidosa. Cenas triviais, fúteis e desconexas, registradas com aquele tom de &#8220;fato&#8221;, tão caro ao medonho jornalismo marrom que impera neste país (Folha, Veja, Estado, Globo, JB e <span style="font-style: italic;">famíglia</span>). Se acredita que foto é fato, melhor mudar de profissão. E se a imprensa marrom é tua praia, tome vergonha na cara: não entulhe ainda mais a Internet com coisas imprestáveis.</p>
<p>É evidente que alguns vão declarar que minha posição é &#8220;um atentado a liberdade de expressão&#8221;. A grande imprensa se defende desta forma sempre que qualquer crítica, observação, controle e regulamentação do jornalismo é posto na pauta do dia. E um monte de jornalistas segue a opnião do patrão. Não há posição mais cretina que esta. Confunde propositalmente liberdade de imprensa com liberdade de exploração comercial ilimitada, irrefreada e desmesurada.</p>
<p>Se pretende manter-se distanciado desta gente, então procure seguir as pegadas deixadas pelos grandes fotojornalistas do mundo. Comece por questionar valores, notadamente aqueles da redação, que na maioria dos casos não vai além de uma paupérrima visão burguesa, esta mesma que impregna a grande imprensa do país e que contagia do insipiente estudante de jornalismo ao fotógrafo talentoso e independente. É, sei que não é fácil. Fotógrafo quase sempre é o filhinho de papai que traz na bagagem uma visão de mundo muito limitada e o grande sonho de cobrir o Castelo de Caras. Mas vá lá. Esforce-se um tanto mais. Escolha uma temática e debruce-se sobre ela. Pesquise-a, entenda-a, explore-a e aprofunde-a. Quando efetivamente dispor de material que preste ai sim dê o pontapé inicial no seu fotoblog.</p>
<p>E pelo amor divino, quando lhe faltar o que postar, fique calado. Não me vá meter uma foto da sua vizinha gorda e fofoqueira na típica cena debruçada sobre o portão da casa e de frente pra rua, apenas para tapar buraco e manter o fotoblog &#8220;vivo&#8221;!</p>
<p><span style="font-size: large; font-weight: bold;">A doença da quantidade</span></p>
<p>Lá fora o cenário é outro: &#8220;photoblog&#8221; é febre, doença mesmo. Há milhares de fotoblogs e uma grande quantidade deles se organiza em comunidades de fotoblogueiros: portais com cadastro de fotoblogs, alguns com sistemas de votação e ranking. E são nestas comunidades que se pode observar o quão frenética é a existência de alguns fotoblogs. Um frenesí que se traduz em um turbilhão de imagens registradas e publicadas a cada segundo.</p>
<p>Movidos pelo afã de ininterruptamente apresentar material novo a seus visitantes, evidentemente todos fotoblogueiros, e desta maneira obter o melhor lugar no ranking, o fotógrafo se esguela em busca de boas imagens. E como não as cosegue na proporção necessária, se é que algúm dia conseguiu alguma, apela mesmo para o registro da banalidade mais banal. Foto de bonequinho do M&amp;M, frasco de embalagem de tabasco, foto da chave em cima da mesa, todos aqueles &#8220;esplendorosos&#8221; estudos de composição com frutas, uma infinidade de fotos de flores, todas as poses imagináveis do seu cachorro de estimação, enfim, lança-se mão do que estiver ao alcance para continuar postando fotos novas a todo instante. Em outras palavras: muita quantidade e pouca qualidade.</p>
<p>Não caia nesse jogo doentio. Repito mais uma vez: na falta de assunto realmente interessante fique calado. É o melhor remédio para combater uma morte degenerativa.</p>
<p><span style="font-size: large; font-weight: bold;">Enfim&#8230;</span></p>
<p>Tudo isto me faz entender a posição dos meus poucos amigos fotógrafos, que não mais perdem seu tempo navegando por fotoblogs. Afinal de contas, achar o que preste constitui-se numa lamentável desgraça.</p>
<p>E admito que os motivos acima também me impedem de montar um fotoblog pois que recuso-me a contribuir com a má qualidade.</p>
<p>Mas creia-me. A despeito de tudo, há fotoblogs excelentes, ou melhor dizendo, com trabalhos excelentes ou que prometem muita coisa boa a julgar pelo que já publicaram. Os visitantes voltam com relativa frequência, a mesma frequência com que são postadas novas fotos, em um rítmo não frenético e banal. Geram tensão e expectativa e mesmo quando estas não são cumpridas, sobressai uma compreensão por parte do visitante. Este sabe ou aprende que nem tudo nesta vida são flores e percebe que vale a pena aguardar em silêncio, as vezes por longo tempo, por trabalhos de qualidade.</p>
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		<title>Landscapes</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 22:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Landscapes é um site prá lá de bacana. Reúne exclusivamente fotos de paisagens ou relacionadas a natureza. E lá você encontra de tudo. De composições clássicas e repetitivas a composições extremamente originais. De fotos simples e naturais a fotos artificiais, manipuladas ad infinitum. De  fotos trabalhadas com filtros ND e polarizador a fotos na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.outdoor-photos.com/photo/30936.html"><img class="aligncenter size-full wp-image-1144" title="(Foto: Warm waves, por Vit J@n)" src="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2008/02/2987535.jpg" alt="(Foto: Warm waves, por Vit J@n)" width="540" height="405" /></a><a href="http://www.outdoor-photos.com/"></p>
<p>Landscapes</a> é um site prá lá de bacana. Reúne exclusivamente fotos de paisagens ou relacionadas a natureza. E lá você encontra de tudo. De composições clássicas e repetitivas a composições extremamente originais. De fotos simples e naturais a fotos artificiais, manipuladas <span style="font-style: italic;">ad infinitum</span>. De  fotos trabalhadas com filtros ND e polarizador a fotos na linha HDR.</p>
<p>É evidente que vai encontrar mais fotos da modinha (HDR, over-saturadas, over-manipuladas e over-chatas) do que fotos tradicionais, que utilizem filtros. E é claro que vai encontrar mais composição clássica do que original. Mesmo assim prevalece uma qualidade mínima e dificilmente encontrará algo que possa chamar de ruím.</p>
<p>Seguramente merece uma longa visita.</p>
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		<title>Moodaholic</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 14:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Há uma infinitude de fotoblogs na Internet. E eles se propagam mais e mais a cada novo dia. Porém, quantidade não necessariamente representa qualidade, com raras excessões.
É o caso do Moodaholic, o fotoblog de Kenny Weng, a qual, confesso, não sei nada além de que reprenta uma diferença qualitativa em meio a toda miríade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://moodaholic.com/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1148" title="(Foto: moodaholic)" src="http://www.fotozine.com.br/wp-content/uploads/2008/01/20070622153609_img_5926.jpg" alt="(Foto: moodaholic)" width="540" height="421" /></a></p>
<p>Há uma infinitude de fotoblogs na Internet. E eles se propagam mais e mais a cada novo dia. Porém, quantidade não necessariamente representa qualidade, com raras excessões.</p>
<p>É o caso do <a href="http://moodaholic.com/">Moodaholic</a>, o fotoblog de Kenny Weng, a qual, confesso, não sei nada além de que reprenta uma diferença qualitativa em meio a toda miríade de fotoblogs de qualidade duvidosa.</p>
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		<title>Um clichê muito brega</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Dec 2007 16:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Técnica]]></category>

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		<description><![CDATA[Brega! Só assim que consigo definir um certo clichê adotado por aqueles que querem se fazer passar por fotógrafos. Trata-se de registrar cenas, quase sempre enfadonhas, rotacionando a câmera em ângulo de 45 graus. Soa moderno. Coisa de quem entende do assunto. Mas de fato é quase sempre banal e gera um resultado futil e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Brega! Só assim que consigo definir um certo clichê adotado por aqueles que querem se fazer passar por fotógrafos. Trata-se de registrar cenas, quase sempre enfadonhas, rotacionando a câmera em ângulo de 45 graus. Soa moderno. Coisa de quem entende do assunto. Mas de fato é quase sempre banal e gera um resultado futil e artificial. Com raras excessões, evidentemente. É o caso da foto abaixo, autoria de Hiteshi Sawlani.</p>
<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm3.static.flickr.com/2017/2140593558_be6ff352bd.jpg" rel="lightbox[51]"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 501px; height: 335px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2017/2140593558_be6ff352bd.jpg" alt="2140593558 be6ff352bd Um clichê muito brega" border="0" title="Um clichê muito brega" /></a><br />Não é algo para a qual diríamos: Oh, que maravilha de imagem! Mas tampouco trata-se de meramente rotacionar a câmera para parecer moderno. Hiteshi explorou as linhas oferecidas pela imagem, fazendo com que uma ponte, até certo ponto trivial e além de tudo registrada em um dia monótono, apresentasse interesse e um certo impacto visual. Interessante exercício que vale a pena ser explorado.</p>
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		<title>Tristan Campbell</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Dec 2007 01:47:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheci Tristan Campbell semanas atrás. Fotos de paisagem. Mas que fotos! Simples e belíssimas.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.tristancampbell.com/?cid=927"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.tristancampbell.com/uploads/blogphotos/927.jpg" alt="927 Tristan Campbell" border="0" title="Tristan Campbell" /></a><br />Conheci <a href="http://www.tristancampbell.com/">Tristan Campbell</a> semanas atrás. Fotos de paisagem. Mas que fotos! Simples e belíssimas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sombras duras devem ser evitadas a todo custo?</title>
		<link>http://www.fotozine.com.br/2007/12/sombras-duras-devem-ser-evitadas-todo.html</link>
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		<pubDate>Sun, 09 Dec 2007 21:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotozine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Técnica]]></category>
		<category><![CDATA[iluminação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.alexaraujo.net/sombras-duras-devem-ser-evitadas-a-todo-custo/</guid>
		<description><![CDATA[Como fotógrafos, vivemos fugindo das sombras duras e excessivamente delineadas. Consideramos seus resultados pouco satisfatórios, indesejáveis e até amadorísticos.
Mas as sombras duras e pronunciadas não devem ser desprezadas em fotografia, nem sofrerem tabú e preconceito. Se bem exploradas e trabalhadas, proporcionam trabalhos impressionsantes.
DYIPhotography.net apresenta 8 formas de incluir sombras em suas fotos, complementado por um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como fotógrafos, vivemos fugindo das sombras duras e excessivamente delineadas. Consideramos seus resultados pouco satisfatórios, indesejáveis e até amadorísticos.</p>
<p>Mas as sombras duras e pronunciadas não devem ser desprezadas em fotografia, nem sofrerem tabú e preconceito. Se bem exploradas e trabalhadas, proporcionam trabalhos impressionsantes.</p>
<p>DYIPhotography.net apresenta <a href="http://www.diyphotography.net/eight-great-ways-to-include-shadows-in-your-pictures">8 formas de incluir sombras em suas fotos</a>, complementado por um artigo que discute <a href="http://www.diyphotography.net/shadows-what-they-are-and-where-to-find-them">o que são e aonde encontrá-las</a>.</p>
<p>Strobist também discute o assunto em <a href="http://strobist.blogspot.com/2006/03/lighting-101-hard-light.html">Hard light</a> e em <a href="http://strobist.blogspot.com/2006/04/lighting-101-long-throw-hard-light.html">Long-throw hard light</a>.<a href="http://strobist.blogspot.com/2006/04/lighting-101-long-throw-hard-light.html"></a></p>
<p>Num mundo aonde todos procuram, mediante a suavização da luz, conferir um ar mais &#8220;profissional&#8221; as suas fotos &#8211; e com isto resvalam facilmente no lugar comum aonde todos os gatos não são mais que pardos &#8211; trabalhar com luz dura pode fazer a diferença.</p>
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