O cartão cinza tradicional, aquele 18% cinza originalmente fabricado pela Kodak, foi desenvolvido para medir exposição e tem sua origem nos medidores de exposição presentes em câmeras mais básicas e antigos modelos de câmeras de filme. Estes medidores eram calibrados para expor a cena inteira em um valor médio de 18% de cinza e logo veio a utilidade deste tipo de cartão na configuração de uma correta exposição da cena.
Já os cartões digitais não são 18% cinza. São de fato, neutros, ou em termos mais técnicos, possuem espectro neutro, que é medido pela refletância, principal fator de influência na medição de exposição. No color space LAB, a refletância é indicada por L*. Enquanto que L*=0 indica zero de refletância (ou preto puro), L*=1 indica 100% de refletância. O cartão cinza 18% da Kodak tem L*=0.5 enquanto que o cartão digital tem L*=0.63. Diferença sútil em termos numéricos mas suficiente para produzir diferenças significativas no white-balance.
Se pretente medir corretamente a exposição de uma cena, um 18% gray card dá conta. Mas se o assunto é medir corretamente o WB da cena, então precisa de um Digital Gray Card.
RawWorkflow – WhiBal
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O Whibal é um digital gray card fabricado em plástico com espectro neutro. Possui modelos em diversos tamanhos, alguns inclusive com pequenos pedestais para se trabalhar em estúdio.
Os preços variam de $18.95 (cartão de bolso) a $49.95 (cartão de estúdio com pedestal). Há também kits de cartões por $59.95 e $99.95. (*) Membros da NAPP tem desconto. |
Robin Myers – Digital Gray Card
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O cartão digital do Robin Meyers é fabricado em plástico com espectro neutro. Em termos de função e qualidade de fabricação, é idêntico ao WhiBal. A única diferença importante, é a variedade de tamanhos, mais limitada no Robin Meyers, e a falta de um pedestal.
10 x 15cm: $ 14.95 |
Digital Image Flow – Digital Gray Kard
| O Digital Gray Kard, assim como seus similares, é fabricado em plástico com espectro neutro. Assim como o Robin Meyers, possui menor quantidade de tamanhos e não apresenta pedestal. Porém tem a melhor relação custo x benefício. Os preços variam de $9.99 a $24.99. |
WamCards
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O WamCards não é um Digital Gray Card mas um conjunto de cartões que auxiliam a tornar a foto mais quente ou fria e manter uma consistência de white-balance entre diferentes exposições.
Dispõe de 2 kits, um por $45 e outro por $90. |
Expodisc
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O Expodisc age como um filtro que deve ser colocado em frente a lente e com a câmera configurada para registrar um custom white-balance. Preços variam de $69.95 (52mm) a $169.95 (95mm).
O Expodisc não é prático. Requer que configure sua câmera para um custom white-balance, não registra uma referência na imagem para posterior uso e requer um disco para cada diâmetro de lente. É além de tudo patéticamente caro e não vale o preço pago. E por fim, o resultado não será melhor do que aquele obtido com um digital gray card tradicional. Fique longe desta tranqueira e gaste seu dinheiro com coisas que prestem. |
Uma última dica: não compre nada “genérico”. Não compre do eBay e menos ainda não compre Digital Gray Card 18% (isso não existe). Escolha uma marca conhecida e de boa reputação. Mesmo sendo mais caro do que os genéricos, terá a qualidade esperada.
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3 comentários
Alex, você acha realmente necessário o uso de um digital gray card? Porque hoje é fácil ajustar WB no software.
September 7th, 2008Oi Carlos, para a maioria dos casos não é estritamente necessário. Mas quando o assunto é fidelidade de cor não há escolha. Melhor dizendo, ou usa o digital gray card e rapidamente e de forma muito simples resolve o problema do WB, ou ajusta a imagem no Photoshop, via Levels ou Curves, procurando e definindo Black, White and Neutral Points, removendo color cast e outros problemas mais.
Honestamente, o digital gray card é tão barato que não faz o menor sentido deixar de utilizá-lo em toda e qualquer situação.
Abraços,
Alex
September 7th, 2008Olá
Eu trabalho sobretudo com microstock e acho a utilização do “grey card” para calibrar o WB muito útil. Calibrei uma vez para a minha iluminação, carreguei no modo C na maquina e agora assim que entro no “estudio” é so meter C e começar a fotografar sem me preocupar. Sei que o WB vai ficar bom e poupar-me bastante nos ajustes do RAW, na pos pordução.
Abraço!
MAC
March 18th, 2009Deixe o seu
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